Nunca fui exata

Sempre fui péssima aluna nas matérias exatas. Nunca foram meu forte. Então porque fui me envolver com uma equação, pior: Equação infinda?

Quais motivos me levaram a isso? Se quiser saber a resposta, compareça ao lançamento do meu livro. Não estarei sozinha. Estarei ao lado de Aden Leonardo, Lunna Guedes e Mariana Gouveia

Lançamento: 28/11/2020,

Local: Facebook pela página da Scenarium (ao vivo)

Horário:  17h (horário de Brasília).

Sou eu ali naquelas linhas

Sempre ouvi dizer que todo escritor, ao criar uma história, coloca muito dele. Achava graça nisso. Hoje no entanto, vejo o quanto de minha personalidade sai impresso nas histórias que escrevo.

No diário, permiti que muito de mim se manifestasse na história das três mulheres. Não tem como escapar afinal, independente de cada uma, todas nós do gênero feminino, sofremos as mesmas pri(pro)vações.

O mais comum, infelizmente, ainda é a atitude machista de desrespeito as nossas aspirações e desejos. Sempre cerceando nossos caminhos, nossas decisões inclusive com relação ao nosso corpo.

Desde pequena sentia sem compreender, um olhar de reprovação, uma palavra de julgamento, muitos nãos.

Inúmeras vezes fui repreendida com frases que marcam: “Isso não é brincadeira de menina”, “Comporte-se como uma menina”, Sente-se direito. Menina não senta assim”, “Menina não se veste assim” e por aí vai as inúmeras formas de engessar o comportamento feminino.

Longe de ser mensagem panfletária de cunho feminino, a história das mulheres de Equação infinda, expõe o que cada uma sofreu em sua época, independente da formação e experiências que vivenciaram.

Acompanhe essas mulheres e veja o quanto somos únicas e ao mesmo tempo iguais. O convite está feito e aguardo sua presença no lançamento do projeto 4 Estações. Não estarei sozinha. Os diários de Aden Leonardo, Lunna Guedes e Mariana Gouveia abrilhantarão o evento. Quando?

Lançamento: 28/11/2020,

Local: Facebook pela página da Scenarium (ao vivo)

Horário:  17h (horário de Brasília).

A cidade da minha escrita

Percorri mais de uma cidade durante a escrita do diário. Não posso dizer que é meu.

Percorri ao lado de Carminha, ainda mocinha, as ruas da Mooca e depois, acompanhei seu deslumbramento com a Cidade Maravilhosa, durante o Reveillon. Confesso que também me encantei com a cidade e suas paisagens.

Tanto que finquei raízes e, agora acompanhada de Lígia, percorri a orla carioca, com seus calçadões icônicos. Sentei ao lado de uma galera talentosa. Até um certo moço bonito, com topete, sorriso de lado e sempre acompanhado de um cigarro aceso no canto da boca a cantar as belezas das praias e sua musa de Ipanema.

Levantei voo ao partir para uma aventura de uma vida inteira ao lado de Verônica. Pousamos na Califórnia e lá, fizemos a festa em plena década de 80 e 90. Revivi ao lado dela, o que nunca vivi. A escrita tem isso de bom.

Contudo, como a imaginação nos leva para onde desejamos, retornei a São Paulo. Minha cidade do coração. Sempre. Metrópole que pulsa ininterruptamente. Vidas que seguem, que chegam e partem a todo momento.

Você também pode fazer esse itinerário. Basta participar do lançamento de meu livro que faz parte do projeto 4 Estações, cujo título é Equação infinda. Quando?

Lançamento: 28/11/2020,

Local: Facebook pela página da Scenarium (ao vivo)

Horário:  17h (horário de Brasília).

Imagem licenciada: Shutterstock

O que escrevi em meu diário

Fui permissiva. Achei por bem deixar que a voz de outras mulheres assumissem meu diário.

Sim. Sei que diário é algo íntimo contudo, sozinha que me encontrava nos meses iniciais da quarentena, achei benéfico receber essas mulheres para me fazer companhia.

Foi uma convivência pacífica. Tivemos alguns momentos de tensão. No entanto, a força que uniu nós quatro, foi o suficiente para mandar para longe, o medo, a insegurança, a solidão.

Ao longo dos dias, semanas, meses, cada uma desfilou através de suas confissões, o rumo que suas vidas tiveram.

Já sinto saudades de Carminha, Lígia e Verônica. A propósito, elas também querem conhecer você, por isso, deixam o convite para o lançamento de Equação infinda. Quando?

Lançamento: 28/11/2020,

Local: Facebook pela página da Scenarium (ao vivo)

Horário:  17h (horário de Brasília).

Imagem licenciada: Shutterstock

As quatro estações da minha escrita

Minha escrita aconteceu seguindo o tempo das estações. Nada foi provocado. Apenas foi surgindo mansamente como o sol se levantando a cada manhã. Suave, sutil, lentamente.

Quando dei por mim, percebi que ansiava por cada manhã para sentir novamente o calor a me envolver e me fazer sentir viva.

Os personagens foram se apresentando. A princípio, timidamente como todo início de relação. Depois, no contato diário, ganhamos confiança: eu como escritora e detentora da palavra. As personagens, feito massa modelar, se permitindo adequar-se à minha mente, usina de narrativas.

Dessa forma, os dias, semanas, meses, dessa quarentena fatídica, se transformaram em tempo precioso para nosso conhecimento e amadurecimento: amálgama perfeito!

Atravessei algumas estações mergulhada na construção de seres tão humanos quanto eu e você, leitor, que por hora passeia os olhos por esse texto. Fui Deus!

Se através de minhas pistas, você por acaso ficou curiosa(o) em conhecer meu mais novo trabalho, deixo aqui meu convite. Não. Convite não. Deixo a porta semiaberta para aguçar seu desejo em espiar meu diário Equação infinda. Quando?

Lançamento: 28/11/2020,

Local: Facebook pela página da Scenarium (ao vivo)

Horário:  17h (horário de Brasília).

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As quatro estações do ano

Quando jovem, nunca havia parado para refletir sobre as estações do ano e sua importância. Apenas vivenciava os dias, o arrastar das horas, minutos. Atravessava as estações ligada no piloto automático afinal, eram tantas coisas a se descobrir, experiências a acumular. Não havia espaço para filosofar.

Aos vinte, trinta anos, identifiquei-me com inverno. Foi um período de introspecção, mergulho na espiritualidade, no oculto, na frieza da não matéria.

Ao ingressar nos quarenta, passei a apreciar o outono e suas nuances amareladas e avermelhadas da paisagem. Mesmo vivendo em país tropical, é possível observar a mudança sutil na natureza e, é de uma beleza única.

Ao término do ciclo dos quarenta anos, atravessei muitas tempestades internas que me fizeram questionar o tripé das verdades em que me equilibrava. Foi necessário recorrer a ajuda de um profissional da psicanálise. No mergulho em minhas entranhas emocionais, resgatei a garotinha alegre e sorridente que fui e junto dela, a luz se fez trazendo a quentura e o abraço do sol. Fez-se verão.

Atualmente, já beirando a casa dos sessenta, encontro-me em plena primavera. Minhas emoções transformaram-se em lagoa antiga. Águas límpidas, sem muito movimento mas que tem um frescor que só se alcança através da sabedoria. E isso, somente vivenciando, experimentando, aprendendo. Trago comigo a troca de minhas folhas. Aguardando nova floração.

Toda essa simbologia das estações, se encontra presente em minhas personagens do livro Equação infinda que, em breve, será lançado.

Deixo aqui o convite para participar do lançamento. Quando?

Lançamento: 28/11/2020,

Local: Facebook pela página da Scenarium (ao vivo)

Horário:  17h (horário de Brasília).

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Sim, eu escrevo diário

Comecei com essa brincadeira séria, por volta dos doze para treze anos. Virou febre entre a meninada assim como aqueles questionários que respondíamos e repassávamos.

Tomei gosto. Escrever sobre meu dia e o que acontecia, passou a ser um exercício que me acalmava, dava prazer. Contudo, sempre escrevendo sorrateiramente para que ninguém descobrisse. Nas páginas do caderno que adotei como diário, despejava minhas nuances mais íntimas que não revelava a mais ninguém.

Até que um dia, tornei-me adulta e a vida repleta de responsabilidades, tirou da minha rotina o prazer da escrita. Décadas mais tarde, retornei ao exercício de escrever. Diário nunca mais. Permaneceu no passado.

No início desse ano, recebi a proposta indecente de boa, de Lunna Guedes, para participar do projeto 4 Estações, em forma de diário.

Foi um prazer voltar a esse formato de escrita. Contudo, não escrevi minha rotina. Dei espaço para que três mulheres confiassem em mim e registrasse suas vidas, mazelas, conquistas e perdas. Fui apenas o fio condutor delas nessa história que, em breve se materializa num livro físico: Equação infinda.

Lançamento: 28/11/2020,

Local: Facebook pela página da Scenarium (ao vivo)

Horário:  17h (horário de Brasília).

Imagem licenciada: Shutterstock

Mergulho no silêncio

O silêncio é tão bom. No mundo  de hoje tomado por vasta poluição sonora, notar que em alguns raríssimos momentos, a cidade silencia, é prazeroso demais! E claro, te leva a reflexão.

Sou dessas. Prefiro ouvir do que falar. Observar do que atuar. Talvez porque meu mundo interior seja muito rico e perceba que a realidade anda cada dia mais pobre e sem graça. Observo as pessoas. Ah… as pessoas!

Cada dia mais perdidas. Cada dia mais inseguras. Cada dia mais imaturas.

Ninguém deseja amadurecer nessa nossa contemporaneidade. Todos sofrem da síndrome de Peter Pan. Viralizou mais que a COVID 19.

E eu aqui, da minha poltrona, bocejando de tédio em constatar que nada, absolutamente nada, vai mudar.

E falando em bocejo, que vontade de tomar uma taça de vinho. Meu estoque acabou e a preguiça em sair para comprar é infinitamente maior que o desejo de sentir o aroma das uvas fermentadas em minhas mucosas da boca. Dominada por tamanha vontade em não sair de casa, pesquisei adegas que entregam a domicílio. Animada, aos poucos minha indignação se avolumou a ponto de quase atiçar longe meu note. Que absurdo!

As pessoas exploram demais aqueles que desejam comodidade. Fico sem meu vinho. Caso amanhã desperte mais animada para sair, desço e compro uma garrafa aqui mesmo no supermercado da rua. Essa história de Sommelier é muita viadagem. Para mim, o que importa é o vinho agradar meu paladar e ponto. Sem essa de rituais, acompanhado de água para purificar o paladar para uma próxima taça. Aff!

Mas por que vim parar no vinho minha gente? Comecei a falar sobre o silêncio da cidade e…

Esquece. O vizinho do andar de cima voltou a usar a furadeira, o semáforo abriu e ônibus, motos e outros motores envenenados descem a rua e a britadeira que trabalha vinte e quatro horas sem parar arrebentando o calçamento de toda vizinhança voltou com força total. Acabou o horário de descanso dos trabalhadores. Com licença que vou colocar de volta meu protetor auricular.

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O divã não é confortável mas, fundamental

Desde que nascemos, somos colocados em “formas”, através de convenções que moldam a família e a comunidade ao qual pertencemos. É nosso primeiro grilhão.

Ao longo de nossa existência, muitas outras surgirão. Na maioria das vezes, nem percebemos elas a nos prender e impedir que alcemos voos.

O conforto que representam nos cegam diante da verdadeira razão. Tais grilhões utilizam do ilusionismo para nos manter cativos. E assim a vida passa e chegamos num ponto em que sentimos sufocar e nem sabemos o porquê. É onde esse “sufocar” se manifesta no físico através de diversas fobias ou, através de AVCs e infarto.

Pode parecer exagero de minha parte mas tudo tem relação.

Na maioria das vezes, precisamos recorrer à terapia para descobrir o que causa sofrimento e paralisia diante das situações.

Tive uma passagem em minha vida: passei a tropeçar e cair a todo momento. Era constrangedor além de dolorido. Passava por situações incômodas e sentia carregar o planeta nas costas. Em uma semana, cai dez vezes. Pode isso? Foi quando uma conhecida, terapeuta corporal, me procurou e esclareceu que algumas emoções negativas refletem em nossa saúde física. Essa conversa abriu meus olhos para resolver as inquietações que trazia sufocadas em meu inconsciente.

Já frequentei divã e essa experiência me ajudou a reconhecer e resolver algumas questões que incomodavam mas não sabia como resolver. Já de antemão, digo que não é fácil. Algumas vezes quis sumir e nunca mais aparecer no consultório. No entanto, valeu a persistência em encarar meus demônios. Ainda não eliminei todos. Sobrou alguns mais difíceis de abandonar a moradia.

Penso que assim que der, retorne à ele afinal, como seres em constante evolução, nada mais natural que se busque ajuda quando não conseguimos resolver sozinhos. E nunca, nunca é tarde para tentar melhorar. O ser humano não nasceu para sofrer.

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Programação alterada

Tarde de sábado. Sinto como se estivesse estirada em uma grelha de churrasco. A carne a tostar – no caso, sou eu. Esse calor anormal que invadiu a cidade de São Paulo em pleno final de inverno está me prostrando.

Programei minha manhã para dar umas voltas pelas ruas em torno de minha residência. Sair um pouco do casulo que se transformou meu apartamento. Planos: ir até a farmácia de produtos naturais comprar geleia real e conhecer a feira livre, na rua paralela a minha.

Envelhecer é isso! Outras coisas passam a ser prioridades e aguçar nossa curiosidade. Quando que em minha juventude, conhecer novas feiras dos bairros seria programa matutino do sábado?

E a tal da geleia real? De nova pensaria em correr atrás e consumir essa gororoba das abelhas, em jejum pela manhã para fortalecer o sistema imunológico? E esse palavrão então? Na mocidade (hum, isso também é frase dos mais velhos), minha preocupação era tomar coca-cola, posar de fumante e paquerar. Muito!! Era tão bom paquerar! Nem sei mais como se faz. Esqueci.

Esquecimento também faz parte dessa nova fase. Para quem se gabava em ter uma memória de elefante, ultimamente esqueço até mesmo de escovar os cabelos. Depilar então, ficou no passado de mulher que está com tudo em dia. Meu empoderamento hoje é manter a saúde. E olha que a cada dia que passa, essa tarefa é das mais difíceis. Diria, hercúlea!

Agitação, aglomeração, faziam minha alegria na adolescência. Ver gente, estar com gente, encostar em gente! Era tudo de bom! Hoje, quero mais é distanciamento de gente. Reunião, só se for pelo Google meet, Zoom e afins. Encostar em mim, só se for álcool em gel. Bafo no cangote, somente do ventilador me refrescando as ondas de calor da menopausa.

E a essa altura da vida, passei a gostar até mesmo de caldo de pés de galinha. Uma iguaria dos Deuses! Além de saboroso, ajuda nas dores das tais “juntas” que enferrujam com o passar do tempo. Ah…Maldito tempo, que passa numa velocidade….ZÁS!!! Passou e esqueci o que ia complementar. Esquece.

Resumo da ópera ( que antigamente dizia ser programa de veio): envelhecer é simplesmente alterar a programação. Mas quer saber? Bendito seja os que conseguem chegar à terceira idade pois viver, mesmo que de forma limitada, ainda é o melhor programa!