B.E.D.A. – A maluca por museus

Nas férias de 2018, passei uma semana na cidade do Rio de Janeiro. Regressava a uma cidade que demorei a conhecer, por puro preconceito. No entanto, bastou pisar solo carioca, para me perder de amores por essa louca, desequilibrada e linda amante. Uma verdadeira biscate que flerta descaradamente com todos que chegam por lá.

Fiquei hospedada num hotel, no bairro do Catete. Bem ao lado do Palácio do Catete, hoje, abrigando o Museu da República. Interessante, nos três primeiros dias, circulei a pé e passei pelo prédio diversas vezes, sem botar reparo.

Foi numa tarde, voltando da praia. Ao descer no metrô, percebi uma movimentação, um entra e sai, que despertou minha curiosidade. Elevei meu olhar para uma faixa enorme, acima do toldo de entrada.

Ratinha de museus, perguntei ao funcionário quanto era o ingresso para visitação. Grata informação, naquele exato dia, domingo, era gratuito.

Corri para o hotel, tomei uma ducha, me vesti e me dirigi ao museu. Não tinha muitas expectativas mas, de qualquer forma, conhecimento sempre é bem vindo.

Amante da história, fiquei encantada com cada detalhe da arquitetura neoclássica do final do século XIX, da decoração de suas diversas salas inspiradas nos salões europeus: Francês, Nobre, Pompeano, Veneziano, Mourisco, Salão dos Banquetes.

Foi um profundo mergulho na história de nosso país, de nossos costumes, de nossos eternos erros enquanto cidadãos.

Também fiquei abismada do quanto nossos problemas são antigos: crises sanitárias, negacionismo com relação às ciências e à vacina, as questões políticas e econômicas… Eleições!

Enquanto os demais visitantes – em bandos -, circulavam conversando animadamente e mal prestando atenção às exposições, sozinha, não tinha pressa. Olhava atenta cada peça exposta, lia todos as informações. Realizei muitos registros fotográficos.

Percorri corredores, subi os lances de escadas até chegar a ala da moradia dos governantes e entrei no quarto que pertenceu a Getúlio Vargas. Local de seu suicídio.

De uma das janelas, apreciei o belíssimo jardim que faz parte do palácio. Voltei no tempo através de minha imaginação. Percorri cada cantinho, atravessei fileiras de palmeiras, vi o coreto, o lago, depois, quando desci, aproveitei a feira e a exposição de Orquídeas.

Ainda me acheguei e participei do sarau promovido por idosos. Estava bem animado!

Cansada e faminta, voltei para o hotel satisfeita com essa descoberta e tour histórico/cultural afinal, quem disse que a cidade do Rio de Janeiro só tem praias? Ah, quando a noite desceu, me encontrei com amigo nativo que me levou para conhecer outro local de exposições – ali próximo -, o Centro Cultural Oi Futuro. Depois de apreciar uma interessante exposição de fotos, fizemos uma parada na cafeteria, com direito a um bolo maravilhoso. Gostei demais do local mas isso, fica para uma próxima postagem.

Participam dessa blogagem coletiva:

Adriana Aneli – Alê Helga – Claudia Leonardi – Darlene Regina – Lunna Guedes – Mariana Gouveia – Obdulio Ortega

Imagens: Acervo pessoal