Colcha de retalhos

Ao receber os últimos lançamentos da Scenarium Livros Artesanais ao final do ano passado, cada um mais lindo que o outro, optei pela primeira leitura. Não me arrependi da escolha. Ao término da leitura que foi veloz, pensei em voz alta, emocionada: preciso fazer uma resenha.

Fui atropelada por inúmeros acontecimentos familiares e profissionais que me impediram de sentar com calma e escrever.

O dia chegou e hoje, narro meu parecer de leitora. Colcha de retalhos, da minha queridíssima escritora Mariana Gouveia.

Numa narrativa pessoal, a autora nos pega pela mão e delicadamente, nos leva a uma paisagem asiática com seus costumes e cultura peculiar. Uma história sobre amizades, vivência, perdas. Pequenas e grandes tragédias que fazem parte da vida de todos. Contudo, na voz literária de Mariana Gouveia, tudo se transforma em poesia.

Kaori, Seiko, Ana…

Vidas que se entrelaçam ao na escritora, num matiz de lilazes, origamis e constelação estelar. Acompanhar a amizade que não se deteriorou nem com o tempo nem com a distância, alimenta a certeza de que vale a pena investir nas relações humanas.

Um livro com projeto gráfico de Lunna Guedes, ilustrações de Carli Ka, que muito enriquece o texto. É um livro que desperta os sentidos.

Kaori adorava contar sua história. De como conheceu Seiko no navio que os trouxeram para o Brasil…

Não tiveram filhos. O destino não quis…

Deixo para Maryann a lua bordada feita em ponto cruz por mim. Foi bordada na noite em que a solidão varria a alma, mas o céu tinha domínio sobre a presença. Nunca vi uma noite mais linda. Nem a que passávamos juntas no quintal de Kaori

Termino essa resenha, mais uma vez me emocionando diante de tamanha delicadeza. Se você ainda não conhece a escrita de Mariana, deixo o convite. Caso deseje obter a obra, clique aqui

Retrospectiva literária

O ano de 2021 foi bem agitado para mim. Dediquei mais tempo à escrita do que a leitura e mesmo assim, consegui ler livros bem interessantes que recomendo.

Fiz uma nova leitura de A elegância do ouriço, de Muriel Barbery. A cada passada de olhos por essa história, novas descobertas e deslumbramentos filosóficos. Sou totalmente fã dessa obra. Repleta de personagens ricos e humanos. Destaque para Renée, a zeladora do prédio e a jovem de doze anos, com ideias suicidas, Paloma.

Voltei a reler também, o livro de poesias Arrebatamentos e outros inventos, de Jorge Ricardo Dias. O dia a dia tão árduo que vivemos nesse ano, me fez voltar a ler poesias para dar uma leveza à realidade. O livro é um apanhado de poemas e sonetos do poeta carioca – que sabe manejar com maestria – as palavras e seus significados.

Continuando na pegada poética, tive o prazer de ler o livro Dentes moles não mastigam pedras de Manogon. Multiartista, atua na dramaturgia, é desenhista gráfico e escreve poemas com temas do cotidiano, através de notícias diárias. Poemas que retratam o duro cotidiano da periferia, com suas mazelas e belezas. Gostei demais da escrita dele, desde já, recomendadíssimo!

Iniciei a leitura do livro As ondas, de Virgínia Woolf e, confesso que ainda não consegui dar seguimento e término dele. Talvez não esteja preparada para a história. Talvez o momento não seja o certo. Mas, ler Woolf é sempre uma aventura então, recomendo a quem deseje conhecer essa escritora britânica.

Li as publicações da Scenarium Livros Artesanais que muito me encantaram. As antologias Casa Cheia, Casa de marimbondos, Roteiro imaginário, A quinze minutos do fim, do qual tive participação. Destaque especial para o belíssimo e recém lançado Colcha de retalhos de Mariana Gouveia. Livro de uma delicadeza e personagens muito bem traçadas que me emocionou ao término da leitura. Numa outra postagem, falarei mais dele.

Enfim, essas foram minhas leituras do ano de 2021. Apesar de uma lista menor, a qualidade dos livros falam por si. E você, o que leu no ano de 2021?

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida por Lunna Guedes. Participam:

Ale Helga Darlene ReginaLunna GuedesMariana Gouveia

E lá na Mooca…

Ela foi uma incógnita. Seu passado, um mistério que sempre pensei um dia, desvendar. Mulher simples, como a maioria de suas conterrâneas, poderia ter sido irmã gêmea do ator Flávio Migliaccio, tamanha semelhança. Apesar de semi analfabeta, lia bastante. Estava sempre com um livro nas mãos. Detalhe: aos noventa e seis anos, ainda lia sem óculos. 

Foi a primeira feminista que conheci. Em sua juventude, deve ter sido chamada por outros adjetivos. A pouca informação que trago é que saiu de casa muito jovem, em busca de trabalho.

Chegou a São Paulo em meados da década de 30. Fixou moradia na Mooca. Lá, formou sua verdadeira família entre vizinhos e conhecidos do Centro Espírita, que passou a frequentar. Tinha uma maneira peculiar de se expressar trancando o maxilar como se estivesse prendendo a dentadura para não sair do lugar. Talvez fosse isso mesmo. 

Trabalhou em diversas funções: copeira, lavadeira, faxineira… Outras tarefas que nunca soubemos ao certo o quê. Foi amparo de muitas prostitutas. Alcançou segurança financeira ao ser admitida no Senai. De lá só saiu aposentada.

Teve um único filho e enfrentou fome, incompreensão e discriminação de toda uma sociedade. Nunca se soube a identidade do pai. 

Recordo dos domingos em sua casa. Quando tia Irene me chamava para fazer companhia, ficava radiante. Gostava de apreciar — pela janela do ônibus — a paisagem urbana atravessando a cidade, de Osasco à Mooca. Para mim, um outro país!

Virgínia tinha paixão pela cozinha e recebia com prazer, quem quer que aparecesse em sua casa. Lembro-me de seu frango na cerveja. Algumas vezes ela preparava esse prato assado. Outras ocasiões, frito. Nunca soube definir qual ficava melhor!

O almoço acontecia, com trilha sonora de Roberto Carlos ou Agepê, tocando na vitrola. Após o prato principal, uma sobremesa. Caso fosse época, morangos suculentos acompanhado por Chantilly ou mosaico de gelatina. Nessas ocasiões, me sentia mais próxima do céu!

Esse texto faz parte do livro Quinta das especiarias, meu último livro, lançado pela Scenarium Livros Artesanais.

Se gostou desse texto, tem muito mais no livro que você pode adquirir aqui

O livro da minha vida (um dos…)

A tarde transcorre cinzenta lá fora. Aqui dentro, um silêncio morno, gostoso mesmo, me faz companhia. Assisti novamente, Mulheres à beira de um ataque de nervos, de Almodóvar. Recordei do impacto que tive ao assistir, pela primeira vez, no cinema em sua estréia. Hoje, achei-o até bobinho. Como mudamos!

Apesar de mudar muitos pontos de vista, no decorrer dessas décadas, permaneço fã de sua obra. Ao término do filme, recordei de um livro dele, que comprei, li, dei muitas risadas e perdi-o de vista. Sei que emprestei mas, não lembro para quem.

Fogo nas entranhas, pulp fiction da melhor qualidade, com uma narrativa que mistura sexo, feminismo, espionagem e assassinatos. História genial com um toque repugnante, hilário, bizarro.

A história de cinco mulheres: uma chinesa, uma frígida, uma ex-espiã disfarçada, uma figurante de faroestes europeus e uma assistente de laboratório químico, que um certo dia foge para Ibiza com um grupo de hippies.

Sempre com personagens incomuns e, ao mesmo tempo, tão comuns, nos leva a uma Madri que literalmente pega fogo.

Raimunda, Eulália, Katy, Diana e Lupe. Mulheres com perfis diferenciados, idades variadas e personalidades idem nos pegam pela mão e transportam para histórias pra lá de deliciosas. Todas elas têm em comum, o senhor Ming e sua fábrica de absorventes.

O gostoso de se ver nos filmes e, de se ler nos contos, é justamente a força visual que Pedro Almodóvar dá às suas mulheres. Ele trabalha e nos escancara a realidade delas: donas de casa enfadadas com sua rotina pesada e sem graça; mulheres que passaram uma vida inteira preservando sua virgindade e, que ao chegar aos setenta anos, deseja recuperar sua juventude e sexualidade. Mulheres que optaram pela homossexualidade. Mulheres que largam o hábito para se jogarem na vida.

Enfim, um verdadeiro mosaico de personalidades botando em xeque suas vidas, enfrentando seus demônios interiores, se jogando nas experiências sentimentais e sexuais.

Tudo isso regado a muito humor – algumas vezes negro – , muita sacanagem da boa e, com uma leveza, que só mesmo esse gênio espanhol poderia fazer.

Li muitos livros nessa minha vida de leitora e bibliotecária e, poderia escolher inúmeros títulos que marcaram essa caminhada. Esse livro pode não ser o melhor livro que li – observando a qualidade e o gênero literário – no entanto, foi esse título que me veio a mente, ao decidir participar da blogagem coletiva “O livro da minha vida”, promovida por Lunna Guedes, no grupo Interative-se.

Se não leu, leia. O difícil será encontrar para venda, pois encontra-se esgotado. Talvez, em algum bom sebo. Vale a pena além de garantir boas risadas.

Hopper despertando histórias

É com prazer que informo fazer parte dessa galera de escritores que compõe o projeto Roteiro imaginário…

Baseado em telas de Edward Hopper, cada autor recebeu a imagem da tela e, através dela, teceu sua história.

O livro está lindo com o projeto gráfico de Lunna Guedes, mais um coletivo de peso para ler, apreciar as paisagens urbanas e humanas de Hopper e mergulhar nas histórias.

A tela que recebi Le pont des arts, Hopper tinha apenas 24 anos quando a pintou em 1907. Um de seus primeiros trabalhos.

Abaixo, um petisco de meu texto para você apreciar.

Participam desse coletivo:

Esse livro, lançamento de setembro, faz parte do Clube por assinatura Scenarium 8.

Última leitura

O núcleo familiar sempre nos oferta grandes personagens. Cada qual com seu perfil, comportamento, esquisitices. A relação mãe e filha já foi retratada em muitos romances. Alguns, tornam-se inesquecíveis.

Minha última leitura, me deixou pensativa assim que terminei. Muitas das personagens, identifiquei em minha própria família daí, a identificação.

Agora chega!, primeiro livro de Iohanna Ca, aborda as questões delicadas que compõe a trama da família Carvalho.

Narrado em primeira pessoa, a personagem Elisa, abre seu baú de lembranças e coloca na mesa as peças que fizeram de sua vida – desde que nasceu -, um inferno na terra. Você pode ler a resenha que fiz aqui.

Publicado pela Scenarium Livros Artesanais, é um livro elegante, gostoso de manusear mas principalmente, potente. Uma história que nos faz muitas vezes, ao longo da leitura, dizer em voz alta: Agora chega!

Esse texto faz parte da Maratona Literária Interative-se de Maio e, estão comigo nessa corrida:

Ale Helga – Isabelle Brum – Lunna Guedes – Mariana GouveiaObdulio Ortega

B.E.D.A. – A escrita sempre pede por alma

Quando decidi me dedicar a escrita, esse livro apareceu em minha mesa de trabalho para ser catalogado. O título, por si só, me chamou a atenção: Escrevendo com a alma.

Passei os olhos atentos a toda informação que ele continha em sua capa e contracapa. O subtítulo, também me agradou: liberte o escritor que há em você.

Cataloguei e fui sua primeira leitora. Em seguida, comprei um exemplar para mim. Depois desse livro, muitos outros foram encontrados por essa leitora voraz que vos fala (ou devo dizer escreve?).

Aos poucos, desenvolvi meu acervo pessoal de livros nessa temática afinal, o escritor que se preze, precisa se dedicar a ler e conhecer técnicas para se aperfeiçoar. Nessa minha caminhada literária, já evolui um pouquinho. Na realidade, bem pouco. A dedicação deve ser intensa e nem sempre fiz o necessário.

Vida profissional, pessoal que muitas vezes servem de entrave em nossos escritos. Ao aposentar ano passado, decidi que agora era a hora. E está sendo.

Escrever com a alma foi sempre meu lema: de vida e de escrita afinal, tanto viver quanto escrever, se não houver paixão, será apenas um texto limpo, perfeito porém, sem vida. Exatamente como um(a) modelo belíssimo (a) mas, que é zero de conteúdo (formação, cultura, vivência); envólucro oco.

Voltando ao livro, Natalie Goldberg tem o dom de nos pegar (leitor) pelas mãos, convidar para um café e, delicadamente, nos levar pelos caminhos da boa escrita. Orientações, aconselhamentos, exemplos e muitas, mas muitas histórias boas! Além de professora de redação, zen-budista, escritora, ela é uma incrível contadora de histórias.

Ler seu livro, é o mesmo que estar frente a frente com a autora, se deliciando de suas inúmeras histórias: de escrita, de autoconhecimento, do prazer em bebericar uma boa xícara de café ou uma taça de vinho; conhecer diversos restaurantes, cafeterias, lavanderias e outros espaços públicos para cenários e extensão do trabalho de escritor.

Os mestres do Zen dizem que o ambiente reflete o nosso estado de espírito. Muitas pessoas têm medo do espaço e por isso tentam preencher cada milímetro do cômodo. É semelhante ao medo que nossa mente tem do vazio, o que a leva a constantemente provocar pensamentos e dramas. Mas acho que com o estúdio do escritor é um pouco diferente. Um pouco de bagunça é indício de mente fértil, é sinal de que ali há alguém ativamente engajado num processo de criação. – p.113-114

Poderia discorrer muito mais sobre o conteúdo do livro mas, deixo um gosto de “quero mais” para que você que me lê, desperte o desejo em conhecer o livro na íntegra. Vou ali, no meu cantinho do escritor, porque preciso desenvolver um conto, para a oficina de logo mais à noite.

Antes de me despedir, jogo a pergunta: Já conhece esse livro? Quais outros você tem em seu acervo? Conta pra mim.

Participam dessa blogagem coletiva:

Adriana Aneli – Alê Helga – Claudia Leonardi – Darlene Regina – Lunna Guedes – Mariana Gouveia – Obdulio Ortega

Imagem: Acervo pessoal

Passeio chegando ao final (7)

Chegando ao término da semana e da maratona pela estante. O último desafio, para mim, é o mais difícil. Pensei, olhei, analisei, passei meus dedos e olhos pelos livros de minha estante. Bateu um sentimento de injustiça.

O desafio é Qual exemplar é o melhor de sua estante? Para mim, amante de livros, simplesmente não consigo opinar qual o melhor. E sabem por que? Cada livro é uma experiência única. Cada autor tem sua identidade grafada em suas obras. Cada estilo narrativo mostra o percurso que o escritor escolheu para melhor contar sua história. E eu, enquanto leitora, mergulho de forma intensa em cada leitura e busco sempre trazer à tona o que de fato cada um quis deixar de mensagem.

É claro que sempre pendemos a determinados escritores que batem com sua forma de enxergar o mundo que outros. Mas, não consigo escolher um único livro para destacar aqui. Sinto que injustiçaria os demais.

Tenho verdadeiro carinho por cada livro adquirido ou ganho que completam meu acervo pessoal. Esse carinho só reforça minha escolha profissional que é viver entre livros, viver para os livros: ser bibliotecária.

E lembrar meu ofício, numa hora dessa, dá uma fisgada no coração por estar longe da biblioteca que há 25 anos é minha segunda morada.

Termino minha maratona de maio desejando excelentes leituras para todos. Ler é viver muitas vidas e experiências diversas. Permita-se!

Esse post faz parte da maratona de maio e participam
 Alê Helga | Darlene Regina | Lunna Guedes |Mariana Gouveia 

Passeio pela minha estante (6)

Leio muito, contudo, impossível ler todos os que desejamos. Falta tempo, falta fôlego para leitura. Muitas vezes, somos desviados de nosso caminho por outro título que chega chegando, atropelando o escolhido e se fazendo necessário. Sempre digo que é o livro que nos escolhe e não o contrário, como muitas vezes achamos.

Entre tantos títulos aguardando meus olhos para uma leitura – tem um em especial -, que pacientemente aguarda a hora de se jogar para uma aventura comigo. Já li outros livros do autor e tenho ele com o um dos maiores escritores do século XX.

As pessoas se espantam quando digo que ainda não o li. Não tenho pressa, a hora dele há de chegar

E você? Já leu Cem anos de solidão? O que achou? Diz aí nos comentários. Quem sabe me convence e eu o inaugure de vez, resgatando-o do limbo dos livros que aguardam eternamente para serem lidos.

Esse post faz parte da maratona de maio e participam
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Passeio pela minha estante (5)

Paris, bonjour Paris je vous aime/Paris, bonsoir, Paris vous êtes bohème

Tenho uma paixão tão intensa pela França, sua cultura, sua língua, que lá atrás ainda no ginásio, fui a única da classe que amava as aulas de francês. Não sei de onde surgiu esse amor à tudo que diz respeito a essa país. Ele existe e um sonho – que espero de coração conseguir realizar -, é viajar e passar uma temporada conhecendo e mergulhando nessa cultura maravilhosa.

Por conta dessa paixão, escolhi dois livros para realizar esse quinto desafio. Por quê decidi por dois e não apenas um? Simples: a paixão é tanta e esses dois livros, além de histórias e personagens incríveis, são de uma autora que passei a admirar demais: Nina George. Escritora alemã que teve seus livros traduzidos para o português por um querido que além de tradutor competente, é escritor também: Petê Rissatti. E devo à ele eu chegar a esses dois títulos porque na época em que traduzia, ele comentava com o grupo de conhecidos dele sobre a história linda que estava trabalhando. Curiosa que sou e ainda sabendo que se passava em Paris, corri atrás para comprar quando foi publicado por aqui.

A livraria mágica de Paris, só pelo título já me ganhou. Livraria é um espaço onde me sinto em casa. Paris, uma cidade que amo mesmo que à distância e sinto que se um dia aparecer por lá, me sentirei totalmente familiarizada. E magia, algo que me encanta desde criança e que procuro na medida do possível, mantê-la intacta em minha vida adulta. Quem desejar saber mais sobre ele, escrevi em meu outro blog (tadinho anda bem abandonado) Sonhos e Melodias

O livro seguinte foi O Maravilhoso bistrô francês. Sinceramente? Após terminar a leitura desse segundo livro, não consigo dizer qual história é melhor. As duas me emocionaram levando-me às lágrimas. Mas não de tristeza e sim, de esperança no ser humano. A jovem senhora Marianne Messmann, está decidida a dar cabo de sua miserável e insignificante vida nas águas do rio Sena, na famosa Pont Neuf. Ao se jogar para colocar um ponto final, não imagina o quanto sua vida irá mudar e de fato, iniciar.

Personagens fora do comum surgirão no caminho de Marianne, mostrando possibilidades de renovações e até mesmo um amor, surgirá na vida dela.

A Bretanha com suas vielas e gastronomia enriquecem essa linda história de vida, recomeços, descobertas. Só de escrever sobre esse livro, me arrepio toda novamente.

Sinopse: Mais uma obra-prima da autora de A livraria mágica de Paris Marianne Messmann está presa num casamento sem amor e não vê a hora de pôr um fim em tudo. Durante uma viagem a Paris, ela sobe na Pont Neuf e se joga no Sena, mas é salva do afogamento por um passante. Em seguida, é levada para o hospital e lá vê um azulejo pintado com a linda paisagem de uma cidade portuária da Bretanha. Inspirada pela pintura, ela decide embarcar em sua derradeira aventura. Ao chegar à Bretanha, Marianne entra num restaurante chamado Ar Mor (o mar) e é arrebatada por um novo e encantador modo de viver. Lá ela conhece Yann, o belo pintor, Geneviève, a enérgica dona do restaurante, Jean-Rémy, o chef perdido de amor, e várias outras pessoas que abrem os olhos dela para novas possibilidades. Entre refeições, músicas e risos, Marianne descobre uma nova versão de si mesma — apaixonada, despreocupada e forte. Porém, de repente, seu passado chega para confrontá-la. E, quando isso acontece, ela precisa decidir entre voltar para sua vida antiga ou abandoná-la de vez em nome de um futuro promissor e empolgante. O maravilhoso bistrô francês é uma jornada dos sentidos, com refeições suculentas e paisagens estonteantes. Uma história recheada de poesia, beleza, sensibilidade, romance, erotismo e segundas chances, que nos mostra que não existe idade para recomeçar e ser feliz.

E então? Já leram algum deles? Passe seu parecer nos comentários e caso não tenham lido ainda, agora é o momento. Mergulhem nessas leituras e retomem a alegria e a esperança em dias e seres humanos melhores.

Esse post faz parte da maratona de maio e participam
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