6 on 6 – Arte de rua

Desde minha adolescência que aprecio a arte de rua. Isso, quando o grafite. não tinha o estatus que tem hoje. No passado, considerado arte menor, arte marginal, hoje, esses artistas da rua, transformaram laterais de prédios e muros das metrópolis, em verdadeiro museu a céu aberto.

E essa arte está espalhada por todo o mundo. Exemplo disso, é o belíssimo mural em Nantes, França, feito pelo artista Braga Last One

Contudo, voltando meu olhar para meu quintal, na região central de São Paulo, sou rodeada por verdadeitas obras de arte. Como essa que não canso de apreciar toda vez que subo a rua da Consolação, quase chegando à Avenida Paulista.

Gostaria de ter encontrado uma foto com ângulo melhor. Apreciar ao vivo esse grafite “Viver de luz” da grafiteira Mona Caron, é de ficar de queixo caído diante de tamanha beleza e luminosidade. Simplesmente amo! Natural da Suiça, sua arte está espalhada por diversas cidades do mundo.

Ainda na região da República, temos esse outro belo grafite, feito por um grafiteiro anônimo que se intitula BIP.

Caçador de rosas foi baseado na figura real do menino Dudu Alves, na época, com 10 anos. O garoto dança com Michael Jackson, na Praça da República.

Bem próximo de casa, esse grafite é um dos meus queridinhos. Seja pela delicadeza do traço, seja pela força do tema da campanha mundial “educação não é crime”, lançada em 2014.

Nina, de Apolo Torres, encanta quem passeia pela região da rua da Consolação com a rua Amaral Gurgel.

Esse complexo de grafites estava me agradando tanto enquanto estava se formando. Acompanhei de perto sua evolução. Aquário urbano, do artista Felipe Yung (FLIP) em parceria com o produtor cultural Kleber Pagú. A esquina da rua Major Sertório com Bento Freitas, ganhou cor e vida com essa imensa tela.

Pena que não vingou e hoje, um prédio construído no terreno, praticamente cobriu a beleza desse mural. Coisas de nossa “modernidade”…

Não poderia terminar essa postagem, falando em arte urbana, sem tocar no nome que praticamente elevou a arte do grafite a um patamar de respeito por todo o mundo. Já era fã de Eduardo Kobra, desde a década de 90 e acompanhei sua evolução artística. Difícil foi escolher entre tantas belezas produzidas por ele. Para fechar, optei pela delicadeza das bailarinas do Escadão da rua Alves Guimarães, Pinheiros.

Esse texto faz parte do projeto fotográfico 6 on 6 promovido pela Scenarium Livros Artesanais

Participam também:

Darlene ReginaIsabele BrumLunna GuedesMariana GouveiaObdulio Ortega Nuñes