Beda 11 – Sonhar, ainda não paga imposto

Na vã tentativa de compreender o momento que vivemos, quebro a cara. Inútil. No passado, ainda podíamos dar a desculpa de ignorância, falta de informação, mas, e hoje? Que desculpa arranjar? Não tenho.

Sigo meus dias sentindo-me personagem do filme Feitiço do tempo. Durmo, acordo, sigo minha rotina. Dia após dia, semana após semana, mês após mês. Credo! Isso lá é vida?

A intolerância bateu à porta de casa e adentrou os lares. Perdemos amigos, familiares se afastaram como se fôssemos tuberculosos. Tudo por conta de quê? Ideias que nem são nossas, de fato. Foram implantadas, como se fôssemos robôs manufaturados em série, numa imensa indústria chinesa. Da noite para o dia, nos dividimos em quem é a favor e em quem é contra. Futebol, política, religião, novela preferida. Tudo virou motivo para discussões acirradas e espíritos inflamados.

Isso me dá uma preguiça! Minha forma de protesto é ignorar tudo e, mergulhar na leitura.

Caio Fernando Abreu, Elena Ferrante, Amy Zhang, Rick Riordan, Antônio Prata, Plínio Camillo, Mario Benedetti, Lunna Guedes, Mariana Gouveia, Obdulio Ortega, Aden Leonardo, Daniel Lopes Guaccaluz, Manogon… Foram tantos livros de amigos e conhecidos lidos, perdoe-me se deixei algum de fora.

Sinto-me exploradora de territórios desconhecidos, que despertam meu interesse em desbravá-los. Os livros são realmente, grandes companheiros. Se tornei-me um ser humano melhor por ler, ainda não tenho resposta. Talvez, quem conviva comigo, possa responder.

Não sei o que nos aguarda num futuro próximo. Melhor viver cada dia como se fosse o último, afinal, pode vir a ser o último mesmo. Contudo, sonho um dia ver essa nação letrada e, com o mesmo amor e respeito que tenho pelos livros. Também ouso sonhar que esse mesmo povo, desdobre esse amor e respeito pelo seu próximo.

Esse texto faz parte do b.e.d.a — blog every day august.

Participam Adriana Aneli — Claudia Leonardi — Darlene Regina – Lunna Guedes – Mariana Gouveia — Obdulio Nuñes Ortega

Imagens: acervo pessoal

6 comentários sobre “Beda 11 – Sonhar, ainda não paga imposto

  1. Roseli, este o último dia de nossas vidas. Viva-o da maneira que melhor lhe aprouver. Amanhã, depois de renascer, viveremos outra vida que acabará quando fecharmos os olhos… até que não os abriremos mais.

  2. Sigo com o mesmo sonho, Roseli e esperança intacta, embora em alguns dias, ela fraqueja… mas não podemos deixar nos atingir. Abraço e mais uma vez repito que estou aqui, se precisar.

  3. Hoje, em especial, fiquei um bocadito sem energia. Cansada em meio a tantos gestos intempestivos-rudes. Literalmente personagens de filmes em que um vilão se acerca de um bando de malucos, impulsionados por uma idéia ataca uma pessoa, o inimigo. O bom dos filmes é que dá para mudar de canal ou deixa a sala de cinema. Na vida real, bem, há os livros e que honra ser livro em sua mão.

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