Alimento afetivo: o que me fortalece

Carrego comigo lembranças adoçicadas e outras tantas salgadas. Crescer ao lado de mulheres que dominavam uma cozinha — com conhecimento e amor — despertou em mim o interesse nos conhecimentos culinários. Se hoje cozinho bem, devo muito à essas personas incríveis que povoam minhas memórias.

Aprender sobre as especiarias e seus usos, ter ciência sobre seus benefícios à saúde, através da oralidade de quem dominava, fez de minha caminhada terrena, um belo passeio em meio à natureza.

Um dos meus maiores prazeres, é preparar um prato para familiares e amigos. A escolha do que fazer, a seguir selecionar os ingredientes, o manuseio e a mistura de todos eles, provar sabendo de antemão, que acertei. A felicidade se instala aqui nessa caixa pulsante.

Tenho me dedicado nos últimos meses à união de dois de meus muitos prazeres : escrita e gastronomia. É uma dupla que dá muito certo. É prazer garantido. Por conta disso, jogo para vocês leitores a seguinte pergunta que desejo muito obter resposta:

Conte para mim alguma lembrança de um alimento afetivo. Quais receitas marcaram sua infância? Quero muito saber.

Imagem licenciada: Shutterstock

5 comentários sobre “Alimento afetivo: o que me fortalece

  1. Acho que todos temos alimentos afetivos. A casa da minha avó cheirava a bolo com calda de laranja que ela fazia sempre que “as meninas” (minha irmã e eu) íamos lá. Adoro esse bolo!

  2. Eu sempre escrevo sobre isso, cara mia. Aliás, nos meus diários (das 4 estações) tem um texto meu a respeito disso. O instante na cozinha, com a nonna e suas meninas. Eu ainda não podia pensar em mexer com panelas e o fogão. Mas, certa das minhas vontades, ela me dava uma pequena bolinha de massa para que eu preparasse o meu pão. Ela dizia que o pão leva cada um dos quatro elementos e também tudo que somos e temos. Se o pão fica bom, foi porque conseguimos um equilibrio perfeito. Adorava esse sentimento mágico que ela passava ao falar de ingredientes.
    O primeiro pão que eu preparei “sozinha”, já era adulta, havia voltado para casa e eu senti uma vontade de ir para a cozinha e preparar uma fornada de pães. Fui lá e fiz… acho que fornada de pães combinam comigo, com os dias, as horas, os meses, as estações. Eu respiro fundo e concluo: vou fazer pães…

    • Gosto demais de pães e por falar neles, faz tempo que não faço um. A alquimia é algo mágico mesmo. Enquanto juntamos os ingredientes e depois sovamos, observando a transformação. Apreciar o resultado do pão, já pronto e sentir seu aroma e depois degustar é bom demais!!!

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