B.E.D.A. – A escrita sempre pede por alma

Quando decidi me dedicar a escrita, esse livro apareceu em minha mesa de trabalho para ser catalogado. O título, por si só, me chamou a atenção: Escrevendo com a alma.

Passei os olhos atentos a toda informação que ele continha em sua capa e contracapa. O subtítulo, também me agradou: liberte o escritor que há em você.

Cataloguei e fui sua primeira leitora. Em seguida, comprei um exemplar para mim. Depois desse livro, muitos outros foram encontrados por essa leitora voraz que vos fala (ou devo dizer escreve?).

Aos poucos, desenvolvi meu acervo pessoal de livros nessa temática afinal, o escritor que se preze, precisa se dedicar a ler e conhecer técnicas para se aperfeiçoar. Nessa minha caminhada literária, já evolui um pouquinho. Na realidade, bem pouco. A dedicação deve ser intensa e nem sempre fiz o necessário.

Vida profissional, pessoal que muitas vezes servem de entrave em nossos escritos. Ao aposentar ano passado, decidi que agora era a hora. E está sendo.

Escrever com a alma foi sempre meu lema: de vida e de escrita afinal, tanto viver quanto escrever, se não houver paixão, será apenas um texto limpo, perfeito porém, sem vida. Exatamente como um(a) modelo belíssimo (a) mas, que é zero de conteúdo (formação, cultura, vivência); envólucro oco.

Voltando ao livro, Natalie Goldberg tem o dom de nos pegar (leitor) pelas mãos, convidar para um café e, delicadamente, nos levar pelos caminhos da boa escrita. Orientações, aconselhamentos, exemplos e muitas, mas muitas histórias boas! Além de professora de redação, zen-budista, escritora, ela é uma incrível contadora de histórias.

Ler seu livro, é o mesmo que estar frente a frente com a autora, se deliciando de suas inúmeras histórias: de escrita, de autoconhecimento, do prazer em bebericar uma boa xícara de café ou uma taça de vinho; conhecer diversos restaurantes, cafeterias, lavanderias e outros espaços públicos para cenários e extensão do trabalho de escritor.

Os mestres do Zen dizem que o ambiente reflete o nosso estado de espírito. Muitas pessoas têm medo do espaço e por isso tentam preencher cada milímetro do cômodo. É semelhante ao medo que nossa mente tem do vazio, o que a leva a constantemente provocar pensamentos e dramas. Mas acho que com o estúdio do escritor é um pouco diferente. Um pouco de bagunça é indício de mente fértil, é sinal de que ali há alguém ativamente engajado num processo de criação. – p.113-114

Poderia discorrer muito mais sobre o conteúdo do livro mas, deixo um gosto de “quero mais” para que você que me lê, desperte o desejo em conhecer o livro na íntegra. Vou ali, no meu cantinho do escritor, porque preciso desenvolver um conto, para a oficina de logo mais à noite.

Antes de me despedir, jogo a pergunta: Já conhece esse livro? Quais outros você tem em seu acervo? Conta pra mim.

Participam dessa blogagem coletiva:

Adriana Aneli – Alê Helga – Claudia Leonardi – Darlene Regina – Lunna Guedes – Mariana Gouveia – Obdulio Ortega

Imagem: Acervo pessoal

4 comentários sobre “B.E.D.A. – A escrita sempre pede por alma

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