Falta assunto

Eu não quero escrever sobre o que acontece no mundo

Eu não quero escrever sobre o que acontece no Brasil

Eu não quero escrever sobre Coronavírus

Eu não quero escrever sobre pandemia

Eu não quero escrever sobre o B…

Eca, não quero mesmo

Eu não quero falar de BBB

Eu não quero escrever sobre a fome

Eu não quero escrever sobre o desemprego

Eu não quero escrever sobre lockdown

Eu não quero escrever sobre os porra que não respeitam

essa porra de lockdown

Eu não quero escrever sobre os trezentos mil e tarará mortos

Acho que não tenho sobre o que escrever

Gente, hoje não tem texto

Esquece tudo agora

…E não pense em Deus. Finja que ele não existe. Nenhuma misericórdia. Nenhum ombro a te consolar. Nenhum pecado. Nenhum sermão. Nenhuma luz. E pronto. Deus fará cócegas em seus pés com penas de Arara Azul. Depois durma.

Marcelo Maluf

Espaço destinado ao ofício da escrita. Bonito, bem decorado. Pensado em cada detalhe. Mobiliário projetado pela própria dona, que entre tantos certificados, obteve o de design de interiores.

Bancada tomada por livros para pesquisa, para lazer, para ser objeto de decoração. Cadernos artesanais enfeitam a prateleira. Alguns já trazem em seu interior, histórias e projetos aguardando desenvolvimento e desfecho. Outros, esperam pacientemente sua vez de serem preenchidos. Enquanto não acontece, se conformam em ofertar beleza na imobilidade da estante.

Curvada diante da tela de seu notebook que permanece em branco, a escritora gostaria de escrever textos leves, poéticos. Textos que pudessem trazer ao olho leitor, uma dose de calmaria onde, as palavras pudessem atuar como gotas medicamentosas, aplacando sofreres.

Sua face se contorce numa expressão dolorosa. Algumas lágrimas cometem haraquiri. Partem em busca de redenção fora dos olhos, cansados da TV.

Ela sabe que ainda há tanta beleza a ser enaltecida pelo viés do escritor. Beleza nascida na natureza, beleza criada pelas mãos sensíveis dos homens. Infelizmente, alguns se perderam da humanidade e hoje, vociferam sua bestialidade sentindo prazer em causar e apreciar a dor alheia.

A sensibilidade da escritora é cancro aberto com moscas rondando. Ela esmurra a bancada, levanta. Percorre a sala silenciosa onde apenas seu grunhido de dor se ouve. Sozinha, somente ela pode se compadecer do próprio sofrimento.

Vai para a cozinha passar um café. Por alguns segundos seu olfato é presenteado com o aroma característico da bebida. Sorri, sentindo o amargor que sobe por sua garganta fechada para balanço. Não ouve a própria voz há duas semanas.

Num ritual do qual não abre mão, pega a pequena xícara que trouxe de uma de suas inúmeras viagens. Posiciona ao lado da cafeteira que cantarola alegre, avisando que ainda não terminou. Pacientemente, aguarda, olhando para o infinito. A cidade – princesa Aurora de tempos sombrios -, dorme silenciosa. Até quando, ninguém sabe.

Beberica o líquido absorvendo também seu perfume. Uma xícara. Duas xícaras. Na terceira, pousa no pires e retorna para sua zona de trabalho.

Se alonga um pouco. Na vã esperança do movimento despertar- aliado ao café -, sua mente para o texto a escrever.

Sua atenção é fisgada por um bloco de livros acomodados à sua direita. O título do livro que se encontra no topo, faz com que ela esboce um sorriso e um brilho acende seu olhar.

Livro de contos de um escritor que foi seu professor no passado e uma obra que muito a agrada. Serve de incentivo para que ela deixe de procrastinar e inicie o texto afinal, o prazo está se esgotando.

-É isso Marcelo! Obrigada. Mesmo à distância, continua a me dar a força que sempre necessitei. “Esquece tudo agora”. É isso! Vamos deixar todo o sofrimento lá fora e fazer emergir a beleza do existir aqui, impresso nas páginas que vou escrever. Porque escrever é criar vidas. Escrever é mudar a rota. Escrever, é resistir! Resisto. E persisto!

Imagem licenciada: Shutterstock

Muito bem acompanhada sempre!

Passei uma infância acompanhada por diversas trilhas sonoras que deixaram boas lembranças. Fui fã ardorosa da Jovem Guarda. Não perdia um programa deles. Aprendi a coreografia das canções da Wanderléa e sempre que podia, saracoteava seus gestos e requebros. Princípio da adolescência, caí de paixão pelos cabelos encaracolados, sorriso largo e canções que grudavam em meus ouvidos: “Ooh baby I love your way/Want to tell you I love your way/Want to be with you night and day” – my idol: Peter Frampton. Nem dormia direito e ouvi a exaustão o compacto comprado. Ahh… Dividi minha paixão com uma best friend da época, Eli. Por onde andará? Nunca mais soube dela.

Gentem, achei essa imagem no Mercado Livre, com meu nome! Coincidência? Parece minha letra…

Esse foi apenas o ponto de partida para falar sobre minha playlist do momento. Da década de 70 aos dias atuais, muitos sons ocuparam meus ouvidos.

Por exemplo: nesse exato momento em que escrevo essa postagem, ouço no Spotfy, Attention, Charlie Puth. Ouvi sobre esse jovem cantor, através de uma dica de meu Best Singer Pedro Mariano, numa de suas dicas. Pensei: nunca ouvi falar! Vou já descobrir. Desde a primeira ouvida, gostei e grudou. Virou cera de ouvido.

E já que adiantei e citei Pedro Mariano, esse é uma constante em minha vida musical desde idos de 1996. Filho de Elis Regina com César Camargo Mariano, só poderia vingar algo maravilhoso da união desses dois grandes talentos. Ouço sempre e já estou saudosa dos seus shows. Esse é seu trabalho ao lado de uma orquestra cujo título é DNA, lançado em 2018. Estive na noite de gravação do DVD.

Barry White, conheci também na década de 70 e ficou esquecido por longo tempo até que ganhei esse CD de um amigo. Ouvir sua voz grave e aveludada é bom demais!

Rod Stewart, é outro cantor que faz parte de minhas preferências. Sua rouquidão me agrada, suas canções me embalam e esse CD e DVD Unplugged… and seated.

Essa menina conheci em seu início de carreira e logo de cara, me apaixonei por sua voz doce, baixa, embalando o Jazz que tanto amo. Norah Jones está sempre presente nos momentos que desejo tranquilidade. Esse trabalho Feels like home, ao lado da Handsome Band é maravilhoso!

Desde pequena, sou amante de tudo que vem da França. Aprecio sua cultura incluindo aqui cinema, gastronomia, estilo de vida e música. Desse mesmo amigo que me presenteou com alguns CDs de sua vasta coleção, recebi também o trabalho da ZAZ, Paris, encore! Ah, como gosto de descobertas que me levam a sensações renovadas. Ouvi pela primeira vez e a partir daí, busquei mais dela pelo Spotfy e Youtube. É minha mais nova queridinha! Se não conhecem, vão atrás pois é bom demais!

E você? Conhece esses cantores que citei? Diz pra mim qual sua playlist do momento.

Essa postagem faz parte da blogagem coletiva de março e estão participando:

Mariana Gouveia Obdúlio Ortega Lunna Guedes Darlene Regina Bells

Reguladora de minhas vontades

É. Eu sei. Estou ganhando peso. Minhas roupas que o digam. Tudo justo. Outro dia, olhando minha gaveta de roupas íntimas – vulgo calcetas e soutiens -, notei que em breve vou precisar fazer reposição de peças. Mais de quarenta anos usando a mesma numeração e agora, semgraçamente, precisarei aumentar o tamanho. Como já falei anteriormente, bunda em franca expansão. Sim, ela continua se expandindo. Peitos em evolução se esparramando pela avenida, descendo a ladeira. Logo alcança o umbigo. Gordurinhas instaladas no abdômen fingindo-se gominhos de atleta. Pensam que me enganam. Báh!

Eu te digo: envelhecer é foda! Trabalho minhas emoções quase que diariamente para encarar essa nova fase. Ainda trago certa elasticidade o que me garante um pouco de conforto porém, já sinto dores nas articulações que antes nem sabia existirem. Desagradável!

Ontem a tarde, cá estava eu sozinha a mirar minha janela para o nada da cidade, quando bateu uma vontade absurda de comer pão de queijo. Sou viciada. Amo de paixão. Se pudesse casaria com ele. Não. Com todos eles! Doida eu né? Costumo sempre ter em estoque no freezer daquela famosa marca. Fiquei aqui, remoendo a ideia de descer e sair para comprar no supermercado e satisfazer meu desejo. O medo e a preguiça venceram e assim, permaneci quietinha. Mas essa quietude sofria urgências silenciosas que gritavam no estômago. Queria pão de queijo no lanche da tarde. Lá fui eu pesquisar uma receita fácil na internet que sempre nos salva. E me salvou!

Encontrei uma que pedia poucos ingredientes. Após verificar na dispensa que tinha todos, lá fui eu me aventurar a fazer essa delícia pela primeira vez na vida. Torcendo para dar certo para não haver desperdício afinal, tudo está pela hora da morte né não?

Após alguns desastres na cozinha e deixar o espaço em estado de total desordem e sujeira, consegui terminar a massa e colocar no forno para assar. Ansiosa, fiquei maratonando pelo apartamento, enquanto o dito cujo não ficava pronto. Será que vai ficar bom? Será que vou perder tudo? Será que vai dar pra comer? Será, Será, Seráááá…

Só posso dizer que ficaram lindos, fofos, gostosos. Orgulhosa de mais essa conquista. Pensando até em virar empreendedora.

Ao término do lanche, mastigava revirando a bolota em minha boca demorando para descer. Exagerada, comi em excesso. Atolada em queijo, lembrei que minha médica gastro, havia orientado a evitar laticínios e derivados por alguns meses.

Já era! Esqueci completamente dessa orientação. Passei o resto da tarde, adentrando a noite, digerindo o objeto de minha gula intercalando com o amargo da consciência de que a ansiedade tem regulado minhas vontades. Haja estomalina e chá verde para queimar essas gorduras do viver!

Papo de doido

Vamos do que hoje? Tudo anda tão repetitivo. Há que se escarafunchar as ideias para que aborde algo novo, diferente da mesmice que anda a vida. Sei lá… Podemos discorrer sobre o excesso de pó juntando na superfície dos móveis. Veja bem, isso é só um exemplo. Pode-se falar também sobre… A roupa secando no varal de chão, próximo da janela. Olhando daqui, vejo um cena quase bucólica. Lembrei das sacadas repletas de roupas esvoaçando nos varais dos cortiços italianos. Parece tão romântico! Ah tá, entendi. Esse tema não te interessa né? Tão pouco a mim mas, tentei. Juro que tentei. Já sei! Que tal abordar o novo hábito dos moradores em condomínios, de deixar seus calçados do lado de fora, no capacho? Não? Sem graça. É, foi só uma id… Tá. Vamos pensar juntos. Que tal, comentarmos sobre a nomeação dos candidatos ao Oscar? Hum, hum? Parece bom né? Cultura, sempre rendeu ótimas matérias. Credo… Tudo anda tão sem interesse para se comentar, escrever, registrar. Está ficando difícil por aqui viu. Já pensou em dar uma passada de olhos nos sites de notícias? Vai que… O quê?! Ah… Tendi. Certo. É. Concordo. Se não estiver num bom momento, ou mata ou se mata. Está assim a situação. Perfeito! Acho que hoje não rola nada por aqui viu. Tô sentindo. Chato né? Passar assim, um dia em branco, sem nada escrito, publicado. Sei lá, pode perder leitores e aí a crise se instala de vez. Depois não diz que não avisei. Só estou alertando para não haver choro depois. É, entendo. ENTENDO!!! Mas veja bem, procure ver meu lado também. Se não publicar nada, perde leitores, patrocinadores, emprego, salário, casa, família, saúde…E falando em saúde, cara tamufudidis como já dizia Mussunziz. Hoje nem tomei café da manhã. Pó acabou, preguiça e medo de sair e comprar. Encarei um mingau de aveia com uma banana passada. Tava ruim não! Gostei. Alimentou. Agora…Amanhã sei não…

Enfado

Hoje acordei assim, numa modorra de dar dó. Pressa em levantar pra quê? Pra quem? Por quê? Tenho passado os dias nessa gangorra maluca. Momentos leves, permeados por sentimentos depressivos diante de toda essa realidade em que estamos inseridos.

Exijo que me devolvam a liberdade de caminhar sem medo. Não ter a preocupação de olhar o transeunte na calçada, achando que possa ser um suposto agressor. Não temer abraçar o amigo, o familiar querido.

Tá legal. Sei que isso já virou notícia velha e as redes sociais estão lotadas de depoimentos tão deprimentes quanto esse. Desculpa aí, mas é o que temos no momento portanto, engula ou passe a página, mude de site, ou pegue um bom livro para ler.

E por falar em livro… Excelente ideia. Vou logo ali, selecionar a próxima leitura. Já fiz uma separação prévia e peço a ajuda de vocês. Qual desses começo? Hum, Hum?

Empolguei!

Ser Bibliotecária

No silêncio da biblioteca, um par de olhos percorre estantes, passeia por títulos e, busca algo que nem sabe o que é…

Tarde preguiçosa de outono, um jovem senhor caminha pelos corredores, observa sinalizações, móveis, estantes, iluminação. Toca as capas de livros, esboça um sorriso no olhar.

Sai, da mesma forma que entrou: em silêncio. Porém, algo aconteceu pois sorri abertamente e – pela primeira vez -, enxerga a bibliotecária que o tempo todo esteve atenta. Diz um quase inaudível e tímido “Boa tarde”.

Satisfeita, a bibliotecária olha para o acervo, seus companheiros de trabalho e pensa:

“Mais um usuário feliz com o que encontrou. Esse, tenho certeza que voltará muitas e muitas vezes! Acompanhei de perto sua transformação.”

A matéria prima de um profissional de biblioteca não é apenas emprestar e devolver livros. Vai além. Como as sacerdotisas celtas, temos a missão de transformar leitores em seres humanos melhores. E isso, fazemos através da escolha dos livros para exposição e sugestão de leituras, pelo nosso olhar sempre atento, conciliador, sedutor e claro, no sorriso constante. Não aquele sorriso Colgate de propaganda de TV e sim, o sorriso que vem da alma e se espelha no rosto da(o) profissional que abraça a profissão como sacerdócio e que acredita piamente que sua profissão é muito mais que seguir as tabelas PHAs, CDD e CDUs.

Quem segue esse caminho torna-se apenas um tecnólogo competente mas frio. Nada contra afinal, precisamos também desse perfil profissional. Contudo, o usuário de uma biblioteca carece de alguém mais humanizado à frente do atendimento.

Numa biblioteca somos vários profissionais reunidos num só: padre, psicólogo, professor, médico da alma, orientador. Ouvimos muitas vezes, o que ninguém ouve e guardamos segredo pois sabemos o quanto nossa atenção e confiança é importante para o leitor que muitas vezes, sentindo-se desorientado, nos procura.

E com essa confiança adquirida, ganhamos o carinho, o respeito e o amor do usuário para o resto da vida. Sei disso por experiência própria. Ganhei usuários pequeninos, os vi crescer, orientei-os em várias questões. Hoje, formados, adultos e com família constituída, encontro-os e sou sempre recebida com um sorriso e um brilho nos olhos de reconhecimento e respeito pela “tia da biblioteca” que tanto os ajudou.

É quando me certifico que escolhi a profissão certa!

Nem mesmo os super-heróis

Por morar próximo da Santa Casa de Misericórdia, tenho acompanhado minha irmã em sua fisioterapia. Ontem, enquanto ela era atendida, fiquei do lado de fora, aguardando e… Observando o PS.

Quase três horas de tocaia, de olho no vai e vem de ambulâncias. Rostos endurecidos pela rotina desgastante do último ano, transformaram os médicos e paramédicos, em robôs do socorro. Concordo que é preciso prender a emoção bem lá no fundo para suportar uma profissão tão necessária, porém, difícil. Lidar com o sofrimento alheio não é para qualquer um. Tem de nascer herói Marvel!

Ouvi dizer que a equipe de super-heróis passa por séria crise. Muitos dos elementos do grupo estão afastados. Alguns, se recuperando para voltar ao combate. Prescreveram kriptonita para fortalecer seus dons especiais. Tudo bem que certo vilão, se passando por “entendido”, decretou tratamento com cloroquina. Queria mesmo acabar com a equipe.

Para alegria do povo, não deram atenção ao discurso raso e seguiram firmes ao lado da ciência. Infelizmente, nessa batalha sem trégua, muitos perderam suas vidas. Mesmo especiais e repleto de poderes, baquearam diante da total vilania exposta no ar. Inimigo difícil de se combater.

Fiquei zonza. Talvez a movimentação das sirenes e macas desfilando diante de meus cansados olhos. Talvez por conta das horas, a fome começava a se manifestar. Retornei à dura realidade.

Foi quando acompanhei um grupo de residentes passando apressados dentro de seus jalecos imaculadamente brancos. Omo total.

Ouvi trechos da conversa: precisamos dispensar todos os pacientes que se encontram em tratamento. Vamos remarcar apenas para meados de setembro… A contaminação do vírus é rápida e os hospitais estão em colapso. Não podemos correr risco de mais pessoas doentes

Isso gerou uma torção em meu órgão digestório e garanto que não foi de fome.

Cadê minha irmã que não sai nunca da fisioterapia? Cadê a Liga da Justiça, Os Vingadores, Os Defensores… Onde se encontram Batman e Robin para nos livrar desse mal?

Retornamos apressadas para meu apartamento, passando por toda série de descontaminação possível para finalmente, respirarmos um pouco melhor.

Com tristeza, reconheço que não podemos contar com os Justiceiros fictícios e a pergunta é: Teremos que atravessar toda a paleta de cores para encontrarmos uma solução?

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Nem tudo perdido

O beija-flor sobrevoa a cidade apinhada de humanos circulando apressados.

Plaina sobre a praça. Feliz, percebe que ainda há vegetação e flores em meio a tanto concreto e sujeira.

Sorve o pólen de um ipê amarelo. Um de seus preferidos! Mais a frente, num outro canteiro quebrado, restos de comida, cigarros e preservativos usados, um pé de azaleia florido dá seu testemunho de vida. Voa alegre diante da descoberta. Que felicidade!

A presença de moradores de rua discutindo por um pedaço de cobertor puído, espanta nosso amiguinho que parte em busca de novos horizontes.

No alto de um edifício que já conheceu dias melhores, pousa e troca confidências com uma rolinha.

Há novidades no ar.

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