O divã não é confortável mas, fundamental

Desde que nascemos, somos colocados em “formas”, através de convenções que moldam a família e a comunidade ao qual pertencemos. É nosso primeiro grilhão.

Ao longo de nossa existência, muitas outras surgirão. Na maioria das vezes, nem percebemos elas a nos prender e impedir que alcemos voos.

O conforto que representam nos cegam diante da verdadeira razão. Tais grilhões utilizam do ilusionismo para nos manter cativos. E assim a vida passa e chegamos num ponto em que sentimos sufocar e nem sabemos o porquê. É onde esse “sufocar” se manifesta no físico através de diversas fobias ou, através de AVCs e infarto.

Pode parecer exagero de minha parte mas tudo tem relação.

Na maioria das vezes, precisamos recorrer à terapia para descobrir o que causa sofrimento e paralisia diante das situações.

Tive uma passagem em minha vida: passei a tropeçar e cair a todo momento. Era constrangedor além de dolorido. Passava por situações incômodas e sentia carregar o planeta nas costas. Em uma semana, cai dez vezes. Pode isso? Foi quando uma conhecida, terapeuta corporal, me procurou e esclareceu que algumas emoções negativas refletem em nossa saúde física. Essa conversa abriu meus olhos para resolver as inquietações que trazia sufocadas em meu inconsciente.

Já frequentei divã e essa experiência me ajudou a reconhecer e resolver algumas questões que incomodavam mas não sabia como resolver. Já de antemão, digo que não é fácil. Algumas vezes quis sumir e nunca mais aparecer no consultório. No entanto, valeu a persistência em encarar meus demônios. Ainda não eliminei todos. Sobrou alguns mais difíceis de abandonar a moradia.

Penso que assim que der, retorne à ele afinal, como seres em constante evolução, nada mais natural que se busque ajuda quando não conseguimos resolver sozinhos. E nunca, nunca é tarde para tentar melhorar. O ser humano não nasceu para sofrer.

Imagem licenciada: Shutterstock

3 comentários sobre “O divã não é confortável mas, fundamental

  1. Maninha, parabéns pelo texto. Somos resistentes a mudanças, mesmo quando a realidade não nos satisfaz são opções, Caetano Veloso já dizia “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é…”

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