Mais uma volta pelo minha estante (3)

O desafio de hoje é contar minha idade através dos livros de minha estante. Confesso que quebrei a cabeça nesse desafio. Nem é por conta de abrir a real sobre meus anos de vida. Não mesmo. Quem me conhece sabe que não tenho problemas com idade. Poderia facilitar reunindo o total de livros de minha estante que dá o exato número.

É claro que tive de dificultar né? Fui inventar de fazer umas contas malucas (na realidade, simples soma de adição e subtração), esquecendo que tomei pau em matemática na escola. Números nunca foram meu forte.

Passei o dia de ontem quebrando cabeça fazendo contas: sobe 11, desce 7 acrescenta 15….Ai minhas santas sinapses calculistas. Ilumina essa mente travada para contas!

Após muita cafeína acompanhada de Ferrero Rocher, cheguei a conta redondinha e, prezados leitores, apresento-vos meus livros selecionados. Espero que gostem, procurem por eles e leiam com o mesmo prazer que os li.

O primeiro livro que escolhi foi o romance Alice: uma voz nas pedras, de Lunna Guedes. Livro belíssimo mas que confesso à vocês, tive dificuldades para ler. Não pela qualidade da escrita – que aliás -, é excelente. Contudo, a temática mexeu demais comigo: violência contra a mulher. Não preciso dizer mais nada né? Como mulher, já presenciei muitas formas de violência. As explícitas e as sutis, mascaradas, aplicadas através de um sorriso falso. Convivemos diariamente com várias Alices, muitas delas, em nossa própria família e grupo de amigos. Lunna, ainda vou sentar com calma e escrever uma resenha sobre esse livro. Aguarde. Inicio por esse livro contabilizando o número dele, 17 para dar largada ao número exato que compõe minha idade. Vão anotando.

O livro escolhido logo a seguir para compor minha louca somatória foi esse juvenil que pelo título já diz o porquê da minha escolha: Sixteen, de Luíza Araújo. A encantadora história fala sobre o lema dos dezesseis jovens deuses que, vivendo uma paixão proibida, fogem do destino que seus pais lhes reservaram e embarcam em uma jornada repleta de aventuras e descobertas.

O livro seguinte a ser escolhido e colocado nessa conta estranha, foi o livro de crônicas Receituário de uma expectadora, de Roseli Pedroso (euzinha!). Sou amante da janelinha quando viajo e na vida, também não é diferente. Sou expectadora da vida que pulsa ao meu redor e estou sempre coletando situações e personagens para fincarem morada em minhas crônicas. Se não leu ainda, está esperando o quê para adquirir um exemplar? Vocês observaram o número 25 na capa? Então, soma aí.

O último livro escolhido para fechar essa conta foi o livro Se só me restasse uma hora de vida, do escritor, filósofo e jornalista francês Roger-Pol Droit. Foi num encontro numa cafeteria com Lunna Guedes que fizemos troca de livros e esse, veio junto de outros que troquei com ela. O autor, propõe nesse livro um exercício radical, decisivo, que vale todas as lições de filosofia e sabedoria: E se você tivesse apenas uma hora de vida, o que faria? Qual seria sua escolha? Adorei e indico porque, apesar da temática que muitos fogem, é escrito de uma forma elegante que nos leva a definir o que realmente é essencial em nossas vidas.

E então? Fez a soma e subtração? Encontrou um resultado? Fala nos comentários a que conclusão chegou.

Esse post faz parte da maratona de maio e participam
 Alê Helga | Ana Claudia | Darlene Regina | Lunna Guedes |Mariana Gouveia 

5 comentários sobre “Mais uma volta pelo minha estante (3)

  1. Oi!!! Dos livros citados só conheço o da Lunna!!! Adoro econtrinhos em cafés, que acabe logo esse isolamento social!!! Ainda não conheço seu livro, mas, quem sabe nos encontramos em algum café e consigo adquirir direto das suas mãos com direito um a café e bate papo!
    Abraços

    • Ale, nem me fale. Sou adepta de encontros em cafés também e estou sentindo muita falta. Será um prazer, quando tudo isso passar, marcarmos um café para se conhecer e ficarei bem feliz em te apresentar meu livro. Abraços

  2. Ah, não vou estragar a conta e revelar tua idade. Tu é uma linda menina com o riso mais doce! Abraço carinhoso

    • Ah Mari, não estraga não. Sou grata por todos esses 57 anos de vida que Deus tem me presenteado. Obrigada pelo carinho de sempre. Você também passa muita doçura. Pena que está distante, caso contrário, encontraríamos mais vezes. Fique bem!

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