A arte de persistir

O eco das vozes ensurdecem minha alma calejada pelas dores. Vomito a indignação de tantas vidas caladas de forma abrupta e violenta.

Fomenta em meu espírito, um princípio de revolta que se afoga nas lágrimas que teimam em descer.

O alvorecer promete algo melhor do que vivenciamos ontem.

Antes de me levantar, agradeço a dádiva da vida. Da minha vida. Mesmo lamentando as tantas que pereceram.

Continuar a enxergar a beleza da existência humana está se tornando tarefa das mais árduas para as almas do século vinte e um. Venço pela teimosa!

E enquanto teimo, envelheço e deixo aqui um trecho do poema Envelhecer, do livro Com a maturidade fica-se mais jovem, de Hermann Hesse. É o finalzinho que super me identifiquei:

Para os velhos é bom e são/Borgonha tinto ao pé da lareira/E depois uma morte ligeira – Porém só mais tarde, hoje não!

Imagem free: Negativespace

2 comentários sobre “A arte de persistir

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