Louca poesia

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Passar a vida ao lado dos mesmos

sentir-se estrangeira

Não reconhecer a língua falada

não conseguir fazer-se entender

Gritar tentando ser notada

Forçar sua presença

inútil – não notam sua carência

Que sociedade vivemos onde

todos sofrem solidão sem fim

e buscam aplicativos,

redes sociais,

desenvolvem até robôs,

sósias perfeitas de quem se foi

Cada ser em seu quadradinho

Lado a lado – um só mutismo

Cegueira de Saramago

Que enxergou o que ninguém deseja ver

O ser humano perdeu referencial

de sua humanidade

Tornou-se apenas um animal

tecnológico, pobre na alma

e infeliz.

E eu aqui, sussurrando para você

Que senta-se bem a minha frente

E não sente que estou aqui

forasteira renegada

Carta descartada de um baralho francês

Que insensatez!

Mulher, velha, sem família

Que domina as letras – que heresia!

É muita ousadia!

 

Imagem: Freeimages

 

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Com a “macaca”

Sou crica! Chata assumida e feliz. Já tem um tempinho que deixei de assistir TV aberta. Principalmente a Plin-Plin. Não tenho mais tolerância com as formas de interpretações globais. As “mocinhas” são irritantes, falsas, têm uma voz que agride meus ouvidos e quando no cio, costumam ter crises de bronquites que me dão enjôo.

Contudo, outro dia minha internet deu pane e não pude acessar minhas séries da Netflix.

Desespero total! Respirei fundo e, como tinha outros afazeres, deixei a TV ligada e saí da frente da telinha. Envolta por inúmeras atividades domésticas como preparar minha marmita (é people, eu como de marmita sim!), colocar roupa pra lavar na máquina, dar uma geral no apê (não teria tempo no feriado), aguar minhas plantinhas (adoro!)…

O tempo foi passando, aquelas vozes rolando na TV e eu, aos poucos fui me conscientizado. Como essas novas atrizes globais são chatas!

Pensei comigo: Cara, se fosse homem não me apaixonaria por nenhuma delas só pelo fato de terem essas vozes esganiçadas e esse eterno ar de, de, de…Ah, sei lá! Todas uns cocozinhos. Prontofalei! Veja bem, nada contra as pessoas em si que são. Não mesmo. Até porque, nem as conheço. Mas enquanto atrizes, Mon Dieu! Tão rasinhas nas interpretações de si mesmas. Afinal, todas elas são atrizes de um papel só. Pelo menos é essa a impressão que tive dos trabalhos passados que cheguei a tentar assistir. Não deu.

Essa da novela das 18h, me desculpe mas o único papel que gostei foi de Emília pequena. Boneca.

A Emília grande é chata. Tira o fôlego. Não por ser sensual mas, porque é canastrona. Boneca canastrona até se torna engraçadinha. Atriz adulta e canastrona, haja paciência!

Olhar vidrado e boquinhas em bicos, desculpem-me o termo mas, dá no saco!

A outra (mais experiente s.q.n.), da novela das 19h, com aquele eterno bocão escancarado, é dose pra leão…Matar! Oh coisinha irritante! Sorry a franqueza, não gosto! E a que faz papel de gêmeas (a boa e a má. sempre isso), verdadeiro mousse de chuchu sem sal. Affê!

O tempo passando, as novelas findando, eu me irritando até que passou uma cena da mini série que nem guardei o nome. A bonitinha da vez, aquela com nome francês (olha, até rimou!) só sabe fazer cara de cachorro caído da mudança e biquinhos (o eterno da BB). E o que falar dos gemidos e engasgos quando sofrem? Me desculpem, na vida real nunca vi ninguém sofrer dessa forma. Padrão Global! Somente nos estúdios Projac. E o que falar do assunto batido “Ditadura brasileira”? Sou cidadã consciente (na medida do possível), li muito sobre esse assunto quando fiz meu TCC e essa glamourização do assunto é inverossímil.  E o que dizer das trilhas sonoras? …Chato.

Enfim, ao término dos meus afazeres, tratei de desligar a televisão após uma busca infrutífera por alguma programação que não me ferisse mais a inteligência. Liguei o computador para escrever um pouco e acessei minha seleção musical no Spotify para acariciar um pouco meus ouvidos tão maltratados pela TV.

 

Escrevi essa crônica já tem um tempinho e estava perdida nos rascunhos. Publiquei porque ao ler, constatei que não mudou absolutamente nada. Tudo continua como antes ou seja, uma B…Ôpa! Tem criança por perto?