Talvez…

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Chego a essa altura de minha vida sem ainda saber o que desejo dela. Ou, por outro lado, o que ela espera de mim. Questão que, creio eu, seja difícil para qualquer ser humano responder. As religiões trazem respostas prontas que a grande maioria toma como verdades absolutas. Eu, de minha parte, refuto todas. Não que seja descrente, no entanto, talvez por pensar demais, encontre mil opções como possíveis respostas.

E como os antigos filósofos: penso, logo existo e quanto mais sei, mais sei que nada sei.

É bem por aí. É como tentar enxugar gelo. E por que cheguei a essas constatações filosóficas aqui expressas? Sabe que não sei? Mais uma para refletir e tentar chegar a uma (im)possível conclusão. Talvez movida pela minha eterna vontade de dominar a escrita. Essa maldita que se instalou em minhas entranhas e vive a se esconder nas brumas. Talvez…

Pode ser que instigada pelo desejo de registrar o que vai em meu interior. Aquilo que não confesso a ninguém mas, que através da escrita , torna-se mais fácil revelar. Contudo, confesso que quanto mais escrevo, mais confusa fico e nesse emaranhado de confusões, sigo tentando passar alguma mensagem – mesmo que boba – para meus leitores. Talvez eles se encontrem tão confusos quanto eu e isso tudo que deixo por aqui, sirva de conforto e a certeza de que não estamos sozinhos. Talvez…

 

Imagem: Maximo Mancini

Teatro e literatura se mesclam: ótima pedida!

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Quando iniciei esse blog, minha intenção era apenas postar textos de minha autoria. Seria uma plataforma de exposição de meus escritos de forma bem livre. Acredito que alcancei meu objetivo, uma vez que conquistei leitores que me seguem e aguardam sempre novos textos. É uma responsabilidade escrever de forma consciente, criativa e que sensibilize quem por aqui comparecer. Nesse mês de julho, não publiquei nada por conta de minhas férias no qual decidi fazer outras coisas. Entre essas coisas, a leitura estava em primeiro lugar. Com vários livros escolhidos, haviam outros tantos já iniciados e que por conta de inúmeros compromissos, encontravam-se abandonados aguardando minha volta à eles. E é de um deles que vou falar um pouco por aqui.

Quem me conhece sabe o quanto admiro escritores nacionais. Sempre digo que temos grandes talentos por aqui. Muito mais que esses nomes estrangeiros que poluem as grandes redes de livros com mais do mesmo. Deixo claro que reconheço grandes nomes da literatura universal, no entanto, não é a esses que me refiro. Entendido?

Conheci o autor do livro, quando participei de um lançamento feito pela Scenarium Plural, sob o comando da sempre alegre e competente Lunna Guedes. Isso nos idos de setembro de 2014.

Emerson Braga, contista criativo e talentoso lançou seu livro de contos Amores, desafetos e outros despautérios acerca de Eros. Foi meu primeiro mergulho em sua escrita. Gostei demais da sua forma de comandar o rumo das histórias além da riqueza dos personagens. No entanto, minha surpresa – grata diga-se de passagem, se manifestou ao ler seu primeiro romance publicado em 2016, pela editora Penalux: A morte de um embusteiro viajante. Emerson mostrou um amadurecimento literário e uma segurança que só os grandes têm ao escrever uma obra envolvendo personagens famosos de Shakespeare ao lado de um velho ator em seu último ato. Lázaro Bardo revê sua vida ao lado de Hamlet, Rei Lear, Macbeth, Romeu e outras figuras fantásticas.

Homem destituído de qualquer simpatia devido ao seu alto grau de arrogância, aos poucos, vai retirando suas máscaras e se relevando apenas um ser humano comum, igual a mim, a você e a tantos outros que atravessam nossos caminhos. Emerson nos mostra ser grande conhecedor da obra shakesperiana e do teatro conseguindo percorrer os caminhos de uma peça teatral e seu mundo de forma familiar nos mostrando que sabe do que fala. Retomei a leitura e cheguei ao término num crescente de emoções que me levou a derramar algumas lágrimas ao final da leitura. A boa literatura é isso: nos emociona sem ser piegas. Emerson querido, Parabéns pelo belíssimo romance de estréia. Livro muito bem feito. Linda capa e diagramação do competente Ricardo A. O. Paixão, edição muito bem tratada pelas mãos de França & Gorj texto primoroso da orelha feita pelo escritor André Kondo. Agora, estou no aguardo do próximo romance que já está sendo desenvolvido por ele. Essa informação direta da fonte: o autor!

Voltei!

Protesto! O mês de julho passou numa velocidade absurda. Mal pisquei e agosto chegou. Apesar do protesto, não reclamo. Passei minhas férias sem nenhuma viagem, descansei bastante, dormi muito, gastei meus olhos nas leituras e filmes e séries que assisti na Netflix. Ah! E dei um tempo nas redes sociais o que significa que também deixei de lado meu blog. Sorry leitores amados. Foi por uma boa causa: minha saúde mental, espiritual, psicológica e física.

Bom demais! Contudo, a realidade me puxa pelos cabelos (que estão caindo) e grita para que eu viva intensamente a realidade. Impossível! Canceriana que se preze vive mais no mundo da Lua do que aqui, com os pés fincados na terra.

Iniciei um curso de contos que não levei adiante. Motivo? Não gostei. Não senti verdade nem dedicação. Resolvi curtir minhas férias e leituras que, com certeza, me inspiraram muito mais do que aquele blábláblá. Explico: não sou uma escritora que arrasa em seus textos. Tenho plena consciência de que tenho muito a aprender. Mas…Quer saber? O caminho das pedras eu já sei portanto, é arregaçar as mangas e escrever, reescrever, escrever novamente e assim,  lapidar meu trabalho. Como também não tenho nenhuma pretensão em ser um prêmio Nobel de literatura, sigo em frente desejando mais é ser feliz. Mesmo escrevendo fora dos parâmetros ditos “literários”. A vida já nos dita tantas regras que me recuso a seguir mais essas. Pelo menos por aqui, desejo mais é que seja um espaço de total liberdade para mim. É isso. Caros leitores, estou de volta e aos poucos, vou postando textos novos. Ou não. Aproveito para avisar que de vez em quando postarei meu parecer sobre os livros que tenho lido. São tantos. São incríveis e por isso mesmo, vou compartilhar com vocês meu parecer. Não me considero nenhuma crítica literária porém, tenho sensibilidade e é através dela que me guio nas leituras e em tudo o que faço. É isso. E que agosto nos traga ventos de renovação.