Ano estranho de se viver

cultura de massa

O carnaval passou e o ano de fato iniciou. E o agora vem repleto de dúvidas, temor, raiva e desconforto afinal, não sabemos o que nos aguarda. Ou, talvez saibamos mas preferimos fingir que nada sabemos.

O brasileiro, em sua já conhecida apatia (e eu, me enquadro nesse grupo), continua a olhar pela janela vendo o tempo passar. Exatamente como Chico Buarque tão bem exemplificou em sua canção Carolina. Passaram os blocos carnavalescos, os blocos da corrupção. Está passando a passos miúdos, o bloco da dengue,  com destaques para o zika e chikungunya.

E nós brasileiros, tomados pela apatia patológica, seguimos feito zumbis. Metendo a mão no bolso para pagar impostos que já se encontram embutidos em todas as mercadorias. Reclamamos porque fomos educados (ou devo dizer, adestrados?) para reclamar de tudo. No entanto, sentamos toda noite em frente a telinha, assimilando todo tipo de informação (verdadeira ou não). Não adquirimos o hábito de refletir sobre as mesmas e, tomamos como verdades absolutas, tudo o que vemos na tela do Plin-Plin.

Dessa forma, nossa circunferência se amplia dia a dia de tanto engolir sapos. Passamos mal, procurando a saúde pública que agoniza em estágio terminal. Compramos remédios nas farmácias sem nem saber se são bons para nossa saúde. Transformamos nosso organismo num mix farmacológico e ainda temos a cara de pau de falar em outras drogas e seus viciados. Não percebemos a quantia absurda que temos em nossos armários. Remédios de tudo e para tudo. Se automedicar, transformou-se na pós graduação que todos têm acesso na universidade da vida.Temos moral para criticar algo ou alguém?

Óbvio que não, contudo, mesmo assim seguimos nossa caminhada – ou devo dizer derrocada?, achando que sempre os outros é que são os errados na história da humanidade.

Só sei, que nada sei, diante de tantos acontecimentos, no mínimo, estranhos que tem surgido apenas nesse primeiro semestre do ano de 2016. Temo não ter raciocínio e fundamentos suficientes para poder analisar e criticar de forma consciente e correta. Só sei que sinto. E muito. Só sei que desejo. E muito.

Ver um dia nossa nação feliz, elevada e acima de tudo, consciente de seu papel.

Será sonhar demais? E sonhar demais, será errado?

Imagem: Google

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12 comentários sobre “Ano estranho de se viver

  1. Olha, amiga, acho que não estaremos vivas pra ver algum desfecho bom nesse Brasil, viu? Pra todo lugar que a gente olha tem um fdp levando vantagem no poder que nós mesmo demos a ele pra tomar conta de nossa casa, de nosso dinheiro e da satisfação básica de cada um. E cadê? Enfiaram tudo no bolso e estão por aí rindo de nossa cara. Tá difícil ter esperanças… muito difícil. Beijos!

  2. Realmente tá complicado avistar algum resquício de luz no fim do túnel, tentamos ter alguma esperança de um país melhor pra se viver, porem a realidade dura, a cada dia, mata qualquer tipo de esperança. Isso é lamentavelmente triste… 😦

    • Sim… Mas não me entrego Zena. Serei otimista e levarei minha vida com meus valores até o fim. E sei que assim como eu, tem muitas pessoas lutando contra a maré. Nem tudo estará perdido.

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