Dolorida ferida

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Dolorida ferida teima em não cicatrizar.

Finge fechar, secar mas basta um esbarrão

e pronto!

Abre-se feito rosa desabrochada.

Escoa seu líquido morno

relembrando as lágrimas jorradas por ti.

Hoje, não passa de desbotado recorte em minha vida.

No entanto, ainda dói

Feito dente com raiz descoberta de tempos em tempos,

te lembra da sua existência. Lateja.

Praguejando sigo em frente.

Entre tropeços, arremessos, desleixo-me.

Sei que não é a atitude correta e esperada

Uma voz interna grita para deixar rolar

E rolo. Na cama, no chão, na avenida,.. Na vida.

Imagem: Nastol

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Balanço geral

eu chanel

Meu sobrenome é Saudade. Nasci sob total influência da Lua, em plena noite de São João, que até então era considerada a noite mais fria do ano. Hoje isso já não regula. No entanto, as lembranças que guardo de minha infância, são todas envoltas numa neblina fria aquecida pela fogueira do Santo. Para os entendidos, sou uma canceriana legítima com todas as características do signo: pura emoção, guardiã do passado, saudosista, espírito maternal, ciumenta…Chata!

Hoje, após anos de psicanálise, tenho consciência do quanto fui chata no passado. Não que hoje tenha alcançado a cura definitiva de meus defeitos. Disso ninguém se cura, não se iluda. Mas que atualmente sou mais flexível, isso é fato. Através do sofrimento – muitas vezes exagerado, confesso, burilei meu ser aprendendo a domar meu mau humor, minha irritação, minha inclinação a autocomiseração. Não foi fácil. Derramei muitas lágrimas principalmente nos três últimos anos.

lili na escolaAcredito que valeu a pena essa faxina. Purifiquei minha alma, esvaziei meu dique das emoções nocivas que corroíam as paredes de meu estômago e com isso, encontro-me mais leve, menos ácida.

Acato a vida como ela se apresenta e aceito as pessoas exatamente como elas são. Isso não significa que tornei-me uma ameba que a nada reage. Experimente pisar no meu calo pra ver o que faço! Não queira ver essa canceriana na gira! Vá por mim e caso um dia me encontre assim, passe bem longe de mim.

Mas olha, esquecia de comentar uma faceta muito peculiar de minha pessoa: sou extremamente palhaça. O tipo que ironiza a tudo e todos. Nem sempre exponho esse meu lado. Aliás, bem poucas pessoas conhecem. No geral, procuro manter a pose da bibliotecária séria. Tem até aqueles que me temem. Pode? Contudo, no dia a dia sou conhecida como a Garota (não tão garota mais) Sorriso. É meu lado Pollyana que sempre se faz presente.

Um aviso aos navegantes: Cuidado com o que fale ou faça perto ou para mim. Tenho uma memória que bem poucos têm. niver edileneNão esqueço absolutamente nada. Guardo tudo muito bem catalogado em minhas fichas do grande e infinito arquivo das memórias com direito a palavras-chave infindas. Ótima fisionomista portanto, se estiver em minha mira nem tente fugir ou disfarçar ou mesmo se esconder. Te acho! E tenho toda a paciência do mundo para finalizar aquilo a que me propus. Posso demorar mas concluo. Tenho meu próprio tempo. E falando nele…

Hoje comemoro meu nascimento. Pular a fogueira (hoje só em pensamento porque a carcaça endureceu), apagar as cinquenta e duas velinhas.

Haja fôlego! E agradecer por mais um ano de vida. Ao contrário de muitas pessoas que conheço, gosto de aniversariar. Gosto de receber abraços e afagos. Sou grata pela vida que me foi ofertada. Não desejando ser piegas mas já sendo (outra faceta da canceriana), agradeço tudo o que recebi da vida até hoje. E o que não alcancei, não tenho problema algum em praguejar, excomungar, babar de raiva e frustração e depois, passado o momento de ira, sossego meu íntimo e parto com alegria para uma nova jornada e conquista. Assim sou eu!

eu com colarAo final das contas, no balanço geral, sou feliz. E feliz convido a todos para vir ao meu Arraiá de São João. Aqui mesmo nesse local.

Nada a dizer portanto fica tudo dito. Ditado do dia 12

liliabraço

Nem deveria estar aqui para falar sobre isso. Não sou a pessoa mais indicada. Experiência zero diante da galera que expansivamente se expõe em flashs de instagran nesse dia.

Acredito que o mundo se divide entre os que vieram para namorar, casar, constituir famílias e os que vieram para ser avulsos. E olha que nem digo isso usando de ironia ou deboche. Simplesmente é o que penso, o que acredito. Se estou certa ou errada não compete a mim nem a ninguém julgar e condenar. Cada um é um universo à parte e ponto.

Para muitos pode parecer uma postura de mulher encruada, encalhada, mal amada. Respondo que tudo depende do ponto de vista de cada um. Como aliás, tudo na vida. Questões de pontos de vista.

Nunca namorei. Pelo menos da forma tradicional que se vê. Claro que tive meus momentos mas dizer que namorei, estaria mentindo. Sei que também nunca fui amada e nem amei alguém. Em alguns momentos pensei, me iludi que amei. Hoje tenho consciência de que amor não foi mesmo. Paixão, com certeza, tesão também,atração muitas vezes.

Amor, nunca!

A palavra amor virou palavrinha fácil na boca da grande maioria. Principalmente dos adolescentes que expressam “Eu te amo” a cada esquina virada.

Por outro lado, também não sei se esse tal “amor” tão falado e discutido existe. Talvez seja invenção recente que os românticos criaram para aguentar essa vida tão sem graça.

Você aí deve estar pensando: Essa aí precisa de uma bela “comida” e terapia reforçada. Amigo, deixa esclarecer: já tive os dois em doses maciças. Resolve na hora mas dali a pouco você volta a ser o que é. Ou seja, a mesma pessoa cheia de conflitos, neuras, dúvidas e sozinha. Nada assim tão diferente da maioria da raça espalhada por esse vasto mundão que Deus criou só pra se divertir enquanto não pensa em algo melhor para criar. Portanto, esquece o sentimento de inferioridade, baixa estima e segue sua vida realizando o que gosta. Vou te contar uma verdade absoluta. Sim, ela existe e detenho o conhecimento dela: Nascemos e morremos sós logo, porque o espanto? Não é?

Te digo mais: só passa a vida a sós quem opta por assim viver. Eu tenho amigos, conhecidos, inimigos maravilhosos que dão um colorido todo especial em meu dia a dia. Ah, se tiver uma boa dose de responsabilidade e problemas, também ajuda e muito a passar seu tempo por aqui. Experimente depois me conta. Mas… Porque mesmo iniciei esse texto? Divaguei tanto que acabei por esquecer o objetivo dele. Bem comum isso na minha pessoa. Ah! Lembrei! Claro!

É que hoje, dia 12, comemora-se o Dia dos Namorados. Como não tenho um gato pra puxar pelo rabo, não tenho cobertor de orelha (só Parayba xadrez), não gosto de ursinhos, nem qualquer outro espécie animal de pelúcia, resolvi perder meu tempo produtivo escrevendo essas baboseiras. É bebé, nem adianta revirar seus olhos e pensar “Quanta merda essa aí escreve!”

Escrevo mesmo, e se estiver ofendendo sua pálida e frágil criatura, saí daqui e vai em busca do Santo Graal ou, se ainda é crédula(o), reza pra Santo  António de Pádua e aguarde um milagre. Mas senta que pode demorar viu.

E pra provar a você que não sou essa invejosa de lanterninha, abro meu coração e desejo a todos os casais um belo, caliente, sincero e feliz dia dos namorados. Que ele não seja belo só na data de hoje, mas que se perpetue no ano todo.

Tin-Tin!

Devaneios junianos

santo antonio

 

Esse texto escrevi em maio de 2015. Deixo minha homenagem a esse Santo que – mesmo não sendo católica – nutro uma simpatia. Como estou atarefada essa semana, republico pois sei que muitas pessoas ainda não leram. 

 

“Eu pedi a São João, ao querido São João que me desse um matrimônio…”

Todo aniversário ouvia essa música. Fazia parte da trilha sonora das festas que faziam em meu aniversário.

Pequena, até gostava de cantar mas não entendia seu enredo. Simplesmente reproduzia a cantoria.

Adolescente, cantava com todo fervor mentalizando o Santo e pedindo de coração essa graça.

Jovem adulta, ansiava por esse tão cantado matrimônio enxergando o pretendente em todo homem que cruzava meu caminho.

Madura…

Parei de ir às festas juninas, tapo os ouvidos diante dessa canção e das demais. Nunca mais fui a quermesse, nem pisei o solo de uma igreja…

Falando em igreja, lembrei que entrei na igreja de Santo Antonio, em Portugal em 2006. Sim, a casa real do Santo casamenteiro e bati uma “papo com ele”. Falei:

– Seguinte meu Santo, vou te bater a real: tô encalhada sim, a situação tá difícil mas para quem faz milagre, é fichinha. Concorda? Então, ôh meu santinho, vim de tão longe! Conceda-me a graça de conhecer um bom homem e com ele me casar. Só pra desempatar esse jogo que continua no zero a zero. Entende? Pôxa! Sou boa de cozinha, ótima na cama (alguns assim disseram), excelente administradora, bonita, inteligente, carinhosa. Que mais me falta meu Santo? Fale agora ou se cale para todo o sempre!

Esperei um tempo e nada do mardito me responder. Sua imagem ficou lá, olhando para o horizonte, ignorando-me na cara dura. Ora pois!

Fiz minhas preces ajoelhada, acendi velas, fiz o pai nosso, contribui com a igreja (em euros) e voltei feliz da vida para o Brasil com a certeza que o Santo faria a parte dele no acordo estabelecido.

O tempo foi passando e a situação necas de mudar. Ah tá! Vai, Confesso que até conheci alguns homens interessantes. Tudo bem que todos de início são príncipes que como passar do tempo vão transformando-se pouco a pouco em sapos. Alguns sapos até que me cativaram mas, como são escorregadios, escaparam por entre meus dedos.

A raiva foi tomando conta de meu ser até que decidi mudar de endereço. Saí do condomínio pantanoso e regressei para o solo urbano.

Fechei o estabelecimento antes mesmo de sua inauguração oficial. Piso duro nesse solo embrutecido revestido de concreto, piche e pedras. Olho firme o horizonte, feito o Santo que se dizia casamenteiro.

Outro dia em sonho, tive um dedo de prosa com o tal e ele, desconsolado pedia desculpas. Confessou não saber quem foi o sacana que espalhou ser ele, o santo casamenteiro. “Nunca fui nada disso dona. Isso foi intriga da oposição. Aposto que foi Pedro que – ganancioso – deve ter espalhado isso aos quatro cantos para ganhar pontos com o Senhor e obter a responsabilidade e as chaves do Paraíso. Uma vez confidenciou que não tinha muita paciência com a mulherada.

Maldito pescador! Essa ele me deve! Um dia ele me paga. Nem que eu espere a eternidade se findar, acerto as contas com esse senhor das lorotas!”

Despertei com esse pedaço de sonho claro como a luz da manhã. Fiquei penalizada com Toninho. Coitado!

Tendo de aguentar o mulherio todo desesperado atrás de um casamento sem nem saber fazer o tal milagre.

Sua orelha deve arder feito labaredas do inferno de Dante. E não ter ninguém para ajudá-lo a desfazer tal engano.

Sensibilizada, comprei uma imagem dele e montei um altar onde rezo todas as noites. Não para pedir casamento.

Não! Isso não desejo mais. Rezo pela sua paz de espírito. Rogo a Deus e ao menino Jesus clemência para esse pobre e injustiçado Santo.

Um vento não sei de onde refresca o ambiente e faz a imagem cair. Pulo no afã de salvar o santo de se transformar em cacos.

Repousando em meu colo, tenho a nítida impressão que ele sorri para mim.

Reponho-o no altar, faço mais uma oração agradecendo por ter sido rápida evitando sua quebra e levanto-me para sair um pouco. Preciso respirar ares novos. De repente, deu-me uma vontade absurda de pegar um cinema. Faz tempo que não assisto a nenhum filme. Nem sei o que anda passando no circuito da cidade.

Tomo um banho e arrumo-me como há muito não fazia. Ao olhar no espelho, certifico que minha figura está bem interessante.

“Gata, se eu fosse um homem, hoje, com certeza me aproximaria de você. Está irresistível!” – caio na risada ao perceber que falei essa baboseira em voz alta.

Ao quase fechar a porta, já de luz apagada, vejo que esqueci a vela do altar acesa. Sua luz refletindo o rosto de Santo António me dá a nítida impressão de que o santo pisca o olho pra mim. Assopro a vela, olho mais uma vez incrédula para a imagem e saio de casa.

A idade avançada já deve estar fazendo estragos em meus neurônios. Penso enquanto me dirijo ao cinema. Sorrio diante desse pensamento.

Já de ingresso comprado, pipoca e refrigerante nas mãos, sigo para a sala de projeção. Ao entrar no corredor, com a sala já as escuras, tropeço e caio sentada no colo de um senhor.

Que vergonha!

Toda sem graça, peço desculpas.pela minha atrapalhação, levanto com o resto de dignidade que sobrou e vou ao encontro de minha poltrona. Sento-me, respiro fundo já pensando que fora uma péssima ideia ir ao cinema e olho de relance para o senhor que serviu de poltrona para mim.

Nossos olhos se encontram. Tenho certeza que fiquei da cor de cereja madura.

Que vergonha! O homem vai pensar que vim a cata de uma aventura! Vamos prestar atenção no filme. Ah! Está passando propaganda.

Importa-se de sentar ao seu lado? Vejo que está sozinha e como também estou só… Posso?

Hum!Hum!

Palavras em chamas

biblioteca sarajevo

Com os olhos ardendo, teimava em olhar para as labaredas que pouco a pouco chegavam à ela.

Hipnotizada pelo horror e beleza que se formavam através do brilho do fogo e dos livros se queimando, não conseguia reagir. A fumaça já começava a sufocá-la e mesmo assim, não movia seus pés. Simplesmente deixava-se ficar fazendo parte do cenário macabro. Em pouco tempo, o que um dia fora chamado de “Templo do Saber” agora não passava de “Cinzas do Saber”.

E ela, que já fazia parte da mobília, via-se vagarosamente crepitando com pequenos focos de incêndio por todo seu corpo.

Interessante, não sentia dor. Apenas um torpor causado talvez pela intoxicação da fumaça altamente tóxica. Estava te dando um “barato”.

Pensou: “Morrer então é isso? Uma total falta de tudo?”

A ala dos livros malditos acaba de desabar. Um estrondo lembrando a fúria de Deus. Coincidência logo os malditos ruírem primeiro? Entre centenas que rolaram ao desabar o teto do andar superior, quatro vieram parar a seus pés. Mesmo com toda fumaça impedindo a visão, pode ler quais eram: Arquivos secretos da feitiçaria e da magia negra, O ocultismo, O mistério das catedrais e Os grandes livros misteriosos.

Ironia do destino? Sacanagem do Divino? Humor negro do Todo Poderoso?

O último livro que reconheceu, abriu-se como por encanto no capítulo em que falava sobre “As clavículas de Salomão”.

Em pouco tempo, sua mente treinada de bibliotecária pesquisadora rolou por diversos catálogos imaginários tentando reconhecer o que significavam tais “clavículas”. Percebeu que apesar de todo seu eruditismo e dedicação ao estudo, morreria sem saber o que isso representava e qual sua importância.

Já sentia seus pulmões arfando sem darem conta de suas funções. Já se tornara um pedaço de madeira com um mínimo de vida teimando em pulsar. Ouvia ao longe, vozes gritando: “Tem gente lá dentro! A bibliotecária não saiu”

Mesmo sem a visão física, tinha decorado cada corredor, prateleira, local em que se encontram todas as obras. Em meio a mais de setenta mil livros, reconhecia onde cada ser habita. Mentalmente se reporta ao corredor A-B onde fica a Bibbia Borso D’Oeste com suas belas e raras ilustrações.

Grito: NÃO!!!!!!! Ela não pode sumir como todo o resto! É bela demais! Isso não pode acontecer meu Deus! Não é justo!!

– Ei! Bombeiro, ouviu isso? Alguém lá dentro gritou! Não falei que ainda tinha gente lá dentro?

– Também ouvi, mas está praticamente impossível entrar nesse fogaréu. É colocar nossa vida em risco também.

– Mas arriscar-se faz parte da rotina de vocês bombeiros não é mesmo?

– O risco existe sim, mas sempre calculado. Jamais pelo impulso. Além do mai……….

Um estrondo terrível toma conta do prédio inteiro e é ouvido a várias quadras dali.

Todos que se encontram próximos se jogam ao chão no intuito de se protegerem. Uma fumaça enegrecida se espalha lembrando 11 de setembro.

Minutos se passam e um silêncio pesado como a atmosfera carregada de gases tóxicos, se espalha pelo perímetro da biblioteca.

Como personagens oriundos de uma grande catástrofe, pessoas levantam-se olhando para o que restou da imponente construção. Por entre restos de focos do incêndio, pedaços de madeira em brasa, fuligem de papeis incinerados, uma imagem se destaca naquele cenário de horror.

Otávio, o capitão dos bombeiros pisca várias vezes achando que está enxergando mal. Olha para seu companheiro Salvador e em silêncio se questionam sobre a veracidade da visão. Ninguém fala. Ninguém ousa quebrar aquele momento de encantamento macabro.

Como uma tora de árvore queimada, enegrecida e com focos de fumaça saindo por todos os lados, a bibliotecária dá alguns passos trôpegos segurando um imenso livro aberto num capítulo escrito em latim: INCIPIT EVANGELIVM SECUVNDVM LVCAM

Imagem: Biblioteca Sarajevo

Sobre Arrebatamentos e outros inventos

Arrebatamentos e outros inventosAbro hoje meu espaço para divulgar e convidar a todos que por aqui passam para colaborar com a realização de um sonho: publicar um livro.

Jorge Ricardo Dias, carioca, artista nato, compõe, canta e acima de tudo, trabalha com palavras. Alma de poeta, escreve de longa data. Consegue lapidar as palavras e conceitos de forma brilhante e cativante levando ao leitor,  grandes emoções. Blogueiro desde 2012, expõe semanalmente suas prosas seguidas de poemas, sonetos e haicais.

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Hoje, pretende concretizar no formato físico, um livro com um pouco do muito que tem escrito. É apenas um aperitivo para degustarmos sua mente poética e tomarmos gosto pelo que muito tem a dizer. O autor vai lançar seu livro através do processo crowdfunding (financiamento coletivo) e nos aguarda para juntos, “parirmos” esse livro.

Eu, particularmente já conheço muito toda a sua obra e por isso mesmo, endosso sua proposta pois sei que é de qualidade. Deixo aqui meu convite para que vocês que por aqui passam, deem uma olhada na página dele e sua proposta. Vamos colaborar com quanto cada um puder e quiser e fazer desse livro, uma grande festa literária.

Para saber mais sobre o livro: Arrebatamentos e outros inventos