Necessidade básica

Fome…

De comida, sempre.

De conquistas, reconhecimento, deslumbramento

Algumas vezes de esquecimento.

Sede…

De água – hoje, quase escassa.

De destilados, para brindar alegrias, abrandar porcarias,

aplacar dissabores, desamores.

Desejo…

Sempre no plural afinal, ninguém vive de um só.

Desejo carnal, visceral, anal, frontal…

O que vier que complete esse vazio

abismo cavernoso, falta de beliscos

de beijos sugadores, de sentir a pele

encrespada, viciada

Em você.

E por não ter você, sinto

Fome,

Sede,

Desejos…

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6 comentários sobre “Necessidade básica

    • Muito bem lembrado Marcia! É que já vivo tanto no campo do sonho que nem me lembrei que muitas pessoas passam longe rs. Já sentia mesmo sua falta por aqui. Grata pela visita e comentário. Bj

  1. Olha! Vertente poeta. Curti! Faz tempo que não paro para ler meus blogs favoritos. Hoje, tiro um pouquinho de tempo para me dedicar a fazê-lo.
    Muito bem posta sua fome, no fim das contas, sentimento é a fome universal [assim me parece]. Sempre muito bom ler você, Roseli.

    Beijocas.

    • Sempre bom receber você por aqui Claudia! Andava sumida mas sei que é a correria da vida. Essa nossa fome não cessa nunca não é mesmo? E por conta disso, dá-lhe poesia! Bjs

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