Prato do dia: Banana

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Hoje, desde que liguei o computador, o assunto do momento é a banana atirada ao jogador em campo Daniel Alves e sua gostosa degustação da mesma.

Não tem como não rir e se solidarizar ao jogador. Sua atitude sem dúvida foi de uma superioridade infinita ao infeliz racista que teve o ímpeto de jogar a tal da banana como forma de humilhar. O jogador virou o jogo com uma finesse poucas vezes vista.

Aplausos.

Mas infelizmente a atitude racista e preconceituosa não finda aí. Esse foi apenas um recorte num mar turbulento que tem navegado muitas pessoas em diversas partes do planeta.

A intolerância, mãe das demais atitudes negativas, impera em todas as classes sociais e dita condutas infelizes. Vivemos tempos um tanto tenebrosos permeados diariamente por atitudes desse tipo. É na rua, na condução, no trabalho, nas redes sociais. Os códigos de ética e respeito ao próximo tornou-se praticamente inexistente. É um oba!oba! por todas as partes e assim, pouco a pouco vou ficando cada vez mais com vergonha alheia. Macaco? Oras, me envergonho justamente por ele e dele afinal, nós seres humanos que nos achamos tão racionais, temos dado mostra bem do contrário. O macaco, esse primata cordial, sociável, de bem com a vida e ainda por cima dotado de uma inteligência acima do normal, tem deixado bem claro para quem quiser enxergar que a humanidade caminha a passos largos, bem largos, para trás.

Hora de rever os conceitos pessoal!

 

Imagem: Minion

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20 comentários sobre “Prato do dia: Banana

  1. Boa, Roseli. Noto inclusive que os animais (em especial os cães) avançam em extrema oposição ao homem, estão cada vez mais sensíveis e atentos ao outro. O código de ética? É mais que inexistente, é rechaçado, é “coisa de babaca” (para a maioria, infelizmente). Um brinde com bananas pra eles 😉

  2. Roseli, você se lembra daquelas palmadas que a gente levava no “bumbum” e que ardia muito??? Pois é! Tudo isso vem acontecendo por falta de educação. Falta daquelas palmadas na hora certa.
    Culpa de quem?! kkkkk! De ninguém e de todo o mundo. Se você der uns tapas no seu filho de 15 anos ele vai na vara do menor e você é chamado na delegacia de polícia para prestar depoimento…chato, né?! Aí você dirá: Mas meu filho não vai fazer uma coisa dessas!
    Não vai? Aqui em Taubaté (cidade pequena do interior) na maior parte das escolas tem uma turminha de alunos que orienta e leva os colegas que foram até ofendidos pelos pais à essa vara do menor. São organizados os danadinhos…
    Claro que dentro da minha casa eu tenho que dar um jeito de não ser desmoralizado e tenho conseguido, mas pergunto como podem legalizar uma situação dessas e depois vir cobrar dos pais a educação dos filhos. Complicado, não é? Então é fácil perceber que com essa falha na estrutura a tendência é o ser humano ficar de mal a pior. Eu apenas bato palmas para o Daniel Alves porque foi superior e ignorou essa história de racismo. A gente não deve confundir um ato qualquer com uma agressão. No meu tempo de criança no nosso futebol, quando tinha uma falta para bater e a gente questionava quem vai bater, o técnico carinhosamente respondia: O “Negão” bate! E lá vinha o nosso amigo Negão com o peito cheio de orgulho em função do carinho que tínhamos e temos com ele. E por aí vai: é Negão, é Japonês, é Branquelo, é Gordão, é Magrelo,…, e ninguém liga pra isso e a vida continua com muito amor e carinho, certo!!!
    Um beijo (essa é conversa para o nosso barzinho, kkk!),
    Manoel

    • Falou tudo e um pouco mais Manoel. As pessoas estão muito equivocadas com relação a tal da educação. Aqui no colégio onde trabalho temos de ter o maior cuidado para falar com as crianças e adolescentes. Tudo pode ser considerado a favor deles e ferrando a nós, rsrs E por conta disso, estão cada dia mais desrespeitosos, mimados e insuportáveis. Affê!
      Bjs amigo

  3. realmente o preconceito é muito pesado em todas as esferas. o que muitas mulheres passam pelo mundo afora inclusive no brasil. preconceito de orientação sexual. de raça. inadmissível para nós que nos dizemos racionais. beijos, pedrita

  4. Querida Roseli,
    Um texto primoroso que aborda com precisão um assunto que grassa ferozmente na nossa sociedade. Não tem coisa pior que o preconceito. O preconceito é pré, é anterior ao conceito – (pre)conceito e por isso, é um “ser” subterrâneo e nojento. E nas vezes em que ele surge ao sol, é sempre para humilhar e excluir aqueles a quem ele dirige sua artilharia. É um câncer que adoece a sociedade e quando a gente, após um trabalho gigantesco de sensibilização, pensa que erradicou, surge uma metástese noutra esfera do corpo social. No passado, até pela ignorância (de ignorar, não saber) era “natural” (que horror!) jogarem alimentos nas pessoas, para brincar ou fazer chacota — que, no fundo era um preconceito, mas eles compactuavam com isso, tudo na “brincadeira”… Com a evolução dos tempos esse costume quase desapareceu. Contudo restaram resquícios, agora com explícitas e atrozes conotações. Banana e Macaco são dois símbolos que, ligados entre si, mostram a alma sombria e pegajosa de quem os utiliza para humilhar os seus semelhantes. Uma tristeza o atraso dos humanos, ditos racionais: ofendem os macacos, animais sensíveis e inteligentes. E desprezam as bananas, fruta que vem matando a fome de milhares de pessoas através dos tempos. Acontece que o preconceito, a meu ver, é uma das atitudes mais burras da face da terra. E quanto a isso, só vejo dois caminhos: a luz do SABER e a luz da LEI para enquadrar, processar e julgar esses criminosos, racistas e estúpidos.
    Beijos
    Marli

    • Marli você falou muito bem! O ser humano ainda tem muito o que aprender. A começar pela humildade em reconhecer que precisa aprender. Gostei muito de seu comentário. Obrigada Marli.
      Bjs

  5. Então, gestos elegantes até em reposta a uma situação adversas deveriam ser muito mais comuns hoje em dia. Mas parece que estamos numa época muito reacionário. O que é triste em ver tantas muralhas por aí…

    Cabe a nós não deixar passar para que contagie mais pessoas.

    • Bom dia Mariel!
      Assim como você, adoro bananas e elas não faltam em minha dieta diária. Quanto ela virar símbolo anti racismo, só espero que não banalizem a situação. A coisa é pra lá de séria. Agora amigo, mais do que adorar bananas, adoro receber você por aqui comentando. Grata.
      P.S.: sinto falta de suas postagens também. Sei que deve estar bem ocupado mas por favor, nos presenteie com umas postagens em seu blog.

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