Dores de Açores

(Imagem retirada do blogue O Filósofo e o Fanfarrão)

Mar que respinga suas águas salgadas em meu rosto

Misturando-se ao sal das próprias lágrimas

Que rolam por ti

Que foste um dia e não mais regressou.

Mar que leva e traz a saudade d’um amor

Que nunca acabou.

Mar que com sua revolta traduz

Minha ânsia em te ver regressar

De terras desconhecidas que desbravou

Retornando cansado, faminto,

Surrado pela bravata

Desejando apenas meu amor.

No entanto, as águas trazem apenas restos

de embarcação

Pedaços de madeiras apodrecidas

Algas abraçadas às garrafas enegrecidas

E nós, mulheres solitárias enroladas em mantos negros

Suspensas viúvas  que dia após dia

Choram seus amores

Na ilha dos Açores

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2 comentários sobre “Dores de Açores

    • Nanete que bom você por aqui! Vixi! Poeta não sou não. Estou longe disso mas sabe, outro dia ouvindo uma canção de Madredeus, bateu essa inspiração num jorro só e saiu esse poema. Até eu me surpreendi pois não tenho veia poética. A gente vai se descobrindo aos poucos. Obrigada pela visita e comentário. Bjs

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